***Valéria Corrêa
Não são poucos que ainda me perguntam como é que anda o mercado imobiliário. Se ainda é um caminho seguro para investir e se haverá algum tipo de desvalorização dos imóveis. Eu vivo o mercado imobiliário há mais de 15 anos e acredito que o crescimento visto nos últimos anos é um caminho sem volta.
Vejo o que acontece dentro da empresa, com corretores empolgados com as vendas e sinto nas mesas dos plantões que a cada dia há mais clientes ávidos em comprar sua casa própria ou investir em tijolo, como dizem os mais velhos na hora de aconselhar os mais jovens. E são exatamente os mais jovens que passaram a reforçar o time de quem acredita que imóvel é mesmo a maneira mais segura de alocar recursos. São eles que estão dando amostras de que o setor se manterá forte, impulsionados também pelo panorama positivo da economia brasileira.
Antenados e muito curiosos, clientes mais jovens dificilmente fazem investimentos sem antes ter certeza de ganho. Então o próprio movimento deste consumidor é uma prova de que o setor não desaqueceu e que não há bolha como se tenta impor por aí.
No meu dia a dia vejo casos como o de um cliente de 23 anos que acaba de se formar na faculdade e já se sente à vontade para aplicar capitais na compra de imóveis, seja para moradia ou investimento. Ele está atento a lançamentos e nos procura constantemente para tirar dúvidas. Num bate-papo informal, ele me revelou que é muito comum na roda de amigos surgir conversas sobre o futuro e quais são as melhores opções para se investir. E sempre chegam à conclusão que a melhor maneira de não perder dinheiro é com a compra de imóveis.
A possibilidade também de antecipar o sonho da casa própria com a melhoria dos rendimentos dos trabalhadores e do equilíbrio da economia brasileira só ajuda a manter bem azeitada a engrenagem de vendas de imóveis. Veja que informações divulgadas pela Caixa Econômica Federal estão no mesmo tom do que sentimos na prática. Desde 2010 há crescimento de jovens interessados na compra da casa própria. Ainda naquele ano, segundo a CEF, os financiamentos de clientes de até 30 anos respondeu por 38% de novos contratos assinados. O número já subiu certamente.
Então para aqueles que ainda se perguntam se o mercado imobiliário pode sofrer baques no curto, médio ou longo prazo, fica a sugestão de conversar com jovens entre 25 e 30 anos e perguntar qual é o seu principal objetivo. Não tenho medo de afirmar que 80% responderão que é comprar um imóvel, para garantir a casa própria ou fazer investimento já pensando no futuro. As duas possibilidades levam para um único caminho que fomenta cada vez mais o setor.
*** Valéria Corrêa é diretora da Plazza Brasil Imóveis, especializada na comercialização de lançamentos.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
