No início da década de 1990, por meio de plebiscito, o regime presidencialista foi ratificado no Brasil. A premissa básica do sistema político dá ao presidente as prerrogativas máximas do poder de decisão. Porém, mesmo sendo diferente do Reino Unido – um dos locais comandado pelo parlamentarismo, em que o Chefe de Estado não é eleito pelo povo – o Brasil mostra que o Planalto é refém do Parlamento.
Para ter agilidade na apreciação dos projetos no Congresso, a presidente Dilma precisa de maioria numérica na Câmara e no Senado. Em troca da matemática favorável, o governo loteia ministérios e cargos aos aliados.
Nos últimos tempos, ficou clara que esta relação tem deixado o Executivo refém dos interesses e do apetite desenfreado dos falsos aliados. Qualquer resistência de Dilma ao pleito desses ‘coadjuvantes’, a resposta é vista na sequência nas duas Casas.
O presidencialismo de coalizão está cada vez mais parecido com o presidencialismo de ‘transação’, como se diz no mercado financeiro. Ou se impõe um relacionamento presidencialista de diálogo ou o País estará acometido por parlamentarismo revestido de presidencialismo.
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