Obesidade é principal vilã no Dia Mundial da Saúde

Foto: Divulgação / A dica é procurar hábitos de vida mais saudáveis, praticar mais esportes – o que inclui alongamentos e caminhadas leves

A obesidade ainda é o grande problema de saúde pública e no Dia Mundial da Saúde, celebrado neste domingo, 7 de abril, não há muito o que comemorar. A afirmação é de Alice Lang Simões Santos, presidente da regional APM (Associação Paulista de Medicina) de Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

A opinião da médica remete à falta de continuidade do paciente em adquirir hábitos alimentares e de vida mais saudáveis, seja homem, mulher e, especialmente, crianças. “As pessoas estão cada vez mais imediatistas e o tratamento de obesidade não é um simples passe de mágica”, afirma a médica, que atua como coordenadora do Programa de Saúde da Criança e do Adolescente da Prefeitura de Santo André.

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Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o número de cirurgias bariátricas feitas no Brasil aumentou quase 90% nos últimos cinco anos e chegou a 72 mil em 2012. A falta de atividade física é cada vez mais estimulada pelo universo eletrônico e a propaganda ainda é a grande influenciadora da obesidade. Para a médica, os maus hábitos alimentares e o sedentarismo são um ciclo vicioso que deve ser tratado continuamente, dentro e fora de casa. “As crianças de hoje são a nossa maior preocupação, pois serão os pais de amanhã e deverão passar a educação correta adiante”, diz a presidente da APM

Industrializados

O brasileiro, de maneira geral, consome muitos alimentos industrializados, que possuem excesso de sódio e gordura. “A praticidade de agora pode gerar problemas futuros, e isso deve ser sempre levado em conta”, explica a médica, que aponta o costume em escala mundial, visto que o ser humano é muito semelhante independente do lugar onde vive.

Neste caso, para o Dia Mundial da Saúde, assim como em todos os dias do ano, a dica é procurar hábitos de vida mais saudáveis, praticar mais esportes – o que inclui alongamentos e caminhadas leves -, além de alimentação balanceada, com mais frutas e verduras. “A obesidade é uma doença que merece mais discussões, pois influencia diretamente em outras vertentes da saúde”, adverte a médica. (Colaborou Iara Voros) 
 

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