
São Paulo gera anualmente cerca de 15,5 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, 27,6 milhões de toneladas de resíduos da construção civil e 231,3 mil toneladas de resíduos dos serviços de saúde. Para atualizar as estratégias de gestão desses materiais, o Governo do Estado abriu, nesta terça-feira (13), consulta pública para a revisão do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS).
A consulta ficará aberta por 30 dias. Nesse período, moradores, municípios, empresas, entidades e demais interessados poderão analisar a proposta e enviar sugestões para o documento que vai orientar as políticas estaduais de gestão de resíduos até 2046.
O Plano Estadual de Resíduos Sólidos estabelece diretrizes para melhorar a coleta, o tratamento, a reciclagem e a destinação dos materiais descartados. A revisão atualiza o diagnóstico sobre a situação dos resíduos no Estado, identifica desafios e oportunidades e projeta cenários futuros, considerando a origem e o grau de periculosidade dos diferentes materiais.
A proposta também busca orientar medidas para reduzir os impactos dos resíduos sobre a saúde pública e o meio ambiente, além de incentivar o manejo e a destinação adequados.
A participação da sociedade poderá contribuir para o aperfeiçoamento das metas e ações previstas no documento, com sugestões relacionadas a temas como coleta seletiva, reciclagem, redução da geração de lixo e reaproveitamento de materiais.
“Estamos atualizando o Plano Estadual de Resíduos Sólidos para preparar São Paulo para os desafios das próximas duas décadas. O Estado tem um papel importante na definição de metas e na articulação das políticas públicas, mas esse planejamento precisa ouvir quem vive a realidade dos municípios”, afirmou a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.
38 metas até 2046
A nova versão do PERS reúne 38 metas distribuídas em 13 temas ligados à gestão de resíduos sólidos. Entre os assuntos abordados estão economia circular, logística reversa, educação ambiental, lixo no mar, resíduos sólidos urbanos, coleta seletiva e resíduos da construção civil.
O plano também contempla resíduos dos serviços públicos de saneamento básico, dos serviços de saúde e de transporte, além dos resíduos agrossilvipastoris, industriais e da mineração.
A elaboração da proposta contou com a participação de secretarias e órgãos do Governo do Estado, além de entidades representativas de setores envolvidos na gestão de resíduos. Com a abertura da consulta pública, a população poderá apresentar contribuições antes da consolidação da versão final do documento.
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