
Além das chuvas fortes dos últimos sete dias a região chegou a registrar nesta quinta-feira (10/09) quase 50 milímetros de chuva acumulada no período de 8 horas. Com isso vários pontos da região sofreram com alagamentos nas vias, enxurrada, queda de árvores, mas não foram registrados casos de pessoas feridas ou desabrigadas. A previsão é de mais chuva para a Grande São Paulo ao longo do fim de semana. A ocorrência mais grave foi na instituição Comunidade Inamar, em Diadema, onde um muro desabou.
Mauá, um dos municípios da Grande São Paulo com maior número de áreas de risco para deslizamentos, registrou 40 milímetros de chuvas nesta quinta-feira e a prefeitura informa que, apesar do volume não houve pontos de alagamento. Porém na Vila Carlina, a administração municipal diz que o volume chegou a 49,03 milímetros, no Jardim Oratório chegou a 35,03 mm, e no Jardim Anchieta, com 34,62 mm. Por conta das áreas de risco para deslizamentos Mauá tem atualizado o seu Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), através de convênio com o Ministério das Cidades e a participação da Fiocruz . “Além da Defesa Civil, participam desse trabalho as secretarias de Planejamento Urbano, Obras, Habitação, Assistência Social, Saúde, Educação e Segurança Pública, promovendo uma atuação integrada na prevenção e no atendimento a situações de risco. Desde fevereiro deste ano, Mauá também conta com duas sirenes de alerta em funcionamento, instaladas na Escola Municipal Arthur Lula da Silva Araújo e na UBS do Macuco. Na região, a prefeitura já realizou um simulado de emergência para orientar os moradores sobre como agir em uma eventual situação de risco. Em caso de emergência, o munícipe pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199, o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou o SAMU pelo 192”, diz nota da prefeitura.
A prefeitura de Diadema diz que foram atendidas pela Defesa Civil do município três ocorrências nesta quinta-feira entre o período da manhã e início da tarde, período em que a chuva esteve mais forte. A queda do muro na creche Comunidade Inamar, na avenida Antônio Sylvio Cunha Bueno com a Rua Joacs, foi uma delas. Os técnicos da prefeitura também estiveram na rua Mar Adriático, no bairro de Eldorado onde um bueiro entupido ocasionou um alagamento que invadiu quatro casas. O alagamento na rua Mercúrio, também em Eldorado, com risco de queda de muro foi outra ocorrência atendida. O córrego Capela, que margeia as avenidas Fábio Eduardo Ramos Esquível e Corredor ABD esteve, em grande parte do dia com nível alto mas sem extravasamento das águas, mesmo assim a Defesa Civil monitorou o nível do curso de água.
Em São Bernardo, a prefeitura informo que não houve registro de desabamento, deslizamento ou alagamento. A prefeitura diz que os agentes de trânsito seguem em estado de alerta, bem como as equipes da Defesa Civil e do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Na cidade a escola estadual Doutor Fausto Cardoso Figueira de Melo, na Vila Paulicéia, teve muitos problemas com a água que invadiu o pátio e algumas dependências do colégio por causa de goteiras.
Em Santo André foram verificados pontos de alagamento na rua Felipe Camarão (no cruzamento com a avenida dos Estados); na avenida Lauro Gomes (altura do nº 5.000); e na travessa Caminho dos Vianas. Além disso, foi registrado um ponto de enxurrada, na rua Almada. As situações registradas na rua Felipe Camarão, Avenida Lauro Gomes e Rua Almada foram pontuais se normalizaram rapidamente, segundo informe da prefeitura, já a ocorrência na travessa Caminho dos Vianas precisou ser avaliada pela Defesa Civil. O órgão também foi acionado para possíveis deslizamentos no Recreio da Borda do Campo e no Jardim Vila Rica.
A prefeitura andreense informou que, em 12 horas, os maiores acumulados de chuva registrados no município foram registrados nos bairros: Vila Príncipe de Gales (45,98 mm), Paraíso (44,91 mm), Borda do Campo (39,95 mm), Parque Andreense (38,39 mm), Vila Bastos (37,67 mm), Cidade São Jorge (34,06 mm) e Parque das Nações 32,86 mm). Apesar dos atendimentos o município informa que não houve desalojados ou desabrigados.
O problema em Ribeirão Pires foi a queda de árvores. A Defesa Civil Municipal foi acionada para atender três quedas de árvores em Ouro Fino, na Quarta Divisão e no Jardim Luzo. Não houve vítimas em nenhuma das ocorrências.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
