
A Braskem e a Lallemand Biofuels & Distilled Spirits (LBDS) anunciam o desenvolvimento de tecnologia inovadora para a produção de bioacetona a partir de etanol do milho. A nova tecnologia permite que usinas de etanol gerem um novo coproduto de alto valor agregado sem comprometer a eficiência da produção de combustível.
No projeto, o conhecimento da LBDS em leveduras é combinado à tecnologia de separação da Braskem, um processo bolt-on que permite a produção da bioacetona. A Braskem será responsável pelo desenvolvimento de mercado e pela comercialização do produto, com foco nos Estados Unidos e na Europa.
Inovação e Descarbonização Global
O projeto integra a estratégia da Braskem para ampliar a oferta de soluções voltadas à descarbonização das cadeias de valor. A bioacetona é uma alternativa para aplicações que requerem menor pegada de carbono, devido à característica drop-in.
A demanda global por acetona supera 8 milhões de toneladas por ano, e a versão renovável da Braskem atende a setores rigorosos que buscam sustentabilidade, tais como:
- Cosméticos (removedores e solventes);
- Tintas e Revestimentos;
- Acrílicos, adesivos e higiene pessoal.
“A combinação do conhecimento da Braskem em bioquímicos com a experiência da LBDS em fermentação representa um avanço para a indústria petroquímica”, destaca Cirilo Vieira, diretor de Desenvolvimento de Negócios para Renováveis e Bioquímicos da Braskem.
Estratégia e Cronograma
Após cinco anos de desenvolvimento conjunto, a tecnologia começa a ser disponibilizada para a indústria norte-americana de etanol. A previsão é que a bioacetona esteja disponível para comercialização em escala industrial em 2028. Este avanço integra o ecossistema de inovação da Braskem, que em 2025 direcionou 49% de seus recursos de I&T para projetos com foco em sustentabilidade.
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