A advogada Tati Tibério (PDT) está em sua segunda eleição. Após ser candidata a vice-prefeita de Ribeirão Pires em 2024, a pedetista está como candidata a deputada estadual. Ao RD Cast desta segunda-feira (31/08), Tati detalhou sua principal bandeira, a defesa das mulheres. Na sua visão, não são necessárias novas leis, mas uma organização que faça a atual legislação ser cumprida.
“O que eu percebo? Que a gente tem uma gama muito grande de leis para proteção, para conscientização, mas você não vê a aplicação disso. Então, como eu faço micro, agora eu quero fazer macro. Então, estando na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), eu vou o quê? Pedir para que realmente o governo cobre das prefeituras a aplicabilidade das leis que já existem. Porque a gente tem muitas, tem várias aí que podem trazer resultados para que a gente diminua tanto a violência quanto o resultado final que aumenta, infelizmente, é o feminicídio.”, comenta.
Tati entende que é necessário que prefeituras e o próprio Governo do Estado tenham um “fluxo” para essa proteção, ou seja, que diversas secretarias estejam unidas para fazer todo o apoio necessário à vítima. Desde o acolhimento da denúncia, passando por locais que possam abrigar a vítima e seus filhos, o acesso aos serviços de saúde necessários e a possibilidade de ações econômicas, assim como acontece em outros municípios.

Além disso, entende a necessidade de programas que possam tratar os condenados por violência contra a mulher e que os façam entender sobre a crueldade desse crime. Na sua ótima, a candidata considera que é necessário combater uma cultura machista que muitas vezes faz com que quem comete este tipo de crime entenda que está correto.
Outra ação que considera necessária é a implantação de uma política de prevenção, usando a Educação como caminho. Tentar evitar que os jovens tenham essa cultura que possa acarretar atos violentos no futuro.
“A gente foi fazer um projeto, enquanto conselheira, porque eu também sou membro do Conselho de Defesa de Direitos das Mulheres de Ribeirão Pires, então nós fomos numa escola da cidade para fazer esse bate-papo para uma conscientização, para ver se eles sabiam o que era a Maria da Penha, o porquê da necessidade da Lei Maria da Penha, e quando a gente fazia algumas perguntas, assim, para os jovens, e jovens nos seus 14 e 15 anos, era assustador essas respostas.”, inicia.
“Então, assim, a gente perguntou assim, você acha certo você dizer às roupas que a sua namorada precisa vestir? E todo mundo disse que sim, que ela tem que respeitar, que ela não pode usar uma roupa curta, porque é um desrespeito. Então, assim, a gente falou assim que a gente precisa desconstruir muita coisa para que essa cabeça de hoje, o jovem, não vire um agressor, porque, assim, eles tratam o relacionamento como uma posse mesmo, não como uma troca.”, segue a candidata.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
