O ABC registrou 41 acidentes envolvendo cobras e escorpiões em 2026, sendo 23 casos relacionados a escorpiões e 18 a serpentes. O levantamento considera os números informados pelas administrações municipais até agosto e mostra que os acidentes com animais peçonhentos continuam a exigir atenção da população, sobretudo em áreas com entulho, vegetação, materiais acumulados e condições favoráveis à presença desses animais.
Entre as cidades que forneceram os dados, Santo André aparece com 16 notificações de aparecimento de cobras e escorpiões em 2026, enquanto São Bernardo contabilizou 14 acidentes, incluindo 11 com escorpiões e três com serpentes. Rio Grande da Serra teve sete acidentes com cobras e Diadema registrou três ocorrências. Ribeirão Pires apresenta um cenário diferente: o município não possui registros de escorpiões autóctones e contabilizou quatro ocorrências entre 2024 e 2026, todas consideradas importadas.

As prefeituras de São Caetano e Mauá não responderam até o fechamento da reportagem.
Prevenção começa dentro de casa
As prefeituras orientam os moradores a manter quintais, jardins e terrenos limpos, retirar entulhos, restos de obras, madeira e outros materiais que possam servir de abrigo para animais peçonhentos. Também é importante vedar frestas, ralos, caixas de passagem e outros possíveis pontos de entrada nas residências. No caso dos escorpiões, o controle de baratas também recebe atenção, já que esses insetos servem de alimento para os aracnídeos.
Em Santo André, a Gerência de Controle de Zoonoses realiza busca ativa e vistorias em locais com histórico de ocorrências, além de orientar moradores sobre barreiras físicas e eliminação de possíveis abrigos. São Bernardo também realiza inspeções, atendimento às notificações e ações educativas por meio da Divisão de Veterinária e Controle de Zoonoses. Rio Grande da Serra mantém vistorias técnicas, busca ativa e monitoramento de áreas de risco, enquanto Diadema desenvolve ações de vigilância, orientação e educação em saúde.
O que fazer ao encontrar uma cobra ou escorpião
A orientação das administrações municipais é não tentar capturar ou manipular o animal. O morador deve manter distância e acionar os serviços responsáveis pelo manejo. Em Santo André, o aparecimento de escorpiões pode ser comunicado pelo aplicativo Colab, pela Central 156 ou pelos telefones técnicos da Gerência de Controle de Zoonoses. Para serpentes, o acionamento pode ocorrer pelo 0800-019-1944, pelo Colab ou pelo telefone 4433-1958.
Em Rio Grande da Serra, a população pode procurar a Unidade de Vigilância em Zoonoses pelo telefone 2770-0205 ou a Vigilância à Saúde pelo 2770-0200. Diadema disponibiliza os telefones 4055-5812 e 4059-5892 para comunicação de avistamentos de escorpiões e solicitação de orientação ou avaliação.
Picada exige atendimento médico imediato
Em caso de acidente com escorpião ou serpente, a principal recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. Não se deve tentar fazer cortes, sucção do veneno ou outros procedimentos caseiros. Em São Bernardo, por exemplo, os acidentes com serpentes registrados em 2026 incluíram dois casos graves com necessidade de internação.
Apesar do risco, as prefeituras também destacam que as serpentes exercem papel importante no equilíbrio ecológico, inclusive no controle de populações de ratos e outros animais. Por isso, quando houver um avistamento, o ideal é acionar os órgãos responsáveis para que o manejo ocorra de forma segura, tanto para o animal quanto para a população.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
