
O mercado imobiliário do ABC perdeu ritmo em julho de 2026, após uma sequência de resultados positivos nos meses anteriores. O levantamento realizado nos sete municípios da região aponta retração de 15,72% nas vendas e de 21,84% nas locações de imóveis residenciais usados.
Mesmo diante da queda, a demanda manteve um perfil claro: imóveis de menor e médio porte, com dois ou três dormitórios e localização próxima a serviços, comércio e transporte, concentraram boa parte das negociações.
O comportamento revela um consumidor mais seletivo, atento não apenas ao preço do imóvel, mas também ao impacto da compra ou da locação no orçamento.
Entre os imóveis vendidos, os apartamentos mantiveram a liderança, com 63% das negociações, contra 37% das casas. Dentro desse segmento, os apartamentos de dois dormitórios responderam por 66,7% das vendas, enquanto 56% das unidades comercializadas tinham entre 51 e 100 m². Nas casas, os imóveis de três dormitórios foram maioria, com 57,1% das negociações, e metade das unidades vendidas possuía entre 101 e 200 m².
A localização também revela um consumidor disposto a buscar alternativas além das áreas tradicionalmente mais valorizadas. As chamadas demais regiões concentraram 48,5% das vendas, seguidas pelas áreas centrais, com 32,4%, e pelos bairros nobres, com 19,1%. Em relação aos preços, imóveis acima de R$ 501 mil representaram 41,1% das compras, embora as faixas entre R$ 201 mil e R$ 500 mil também tenham reunido parcela significativa das negociações.
O financiamento bancário teve participação decisiva nas aquisições. Caixa Econômica Federal e outros bancos responderam, juntos, por 54,4% das compras, enquanto 30,9% foram realizadas à vista. No mercado de locação, as casas ampliaram sua participação e chegaram a 68% dos contratos. A maior parte dos imóveis alugados tinha até 100 m², e as faixas entre R$ 1.001 e R$ 3 mil concentraram 69,1% das locações.
O cenário de julho aponta, portanto, para um mercado mais cauteloso, no qual preço, tamanho, localização e capacidade financeira ganham peso nas decisões. Ainda assim, a procura permanece concentrada em imóveis funcionais, indicando que consumidores seguem buscando alternativas que conciliem custo, espaço, infraestrutura e qualidade de vida.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
