
A Guardiã Maria da Penha, especializada da GCM (Guarda Civil Municipal) de São Bernardo, intensifica neste mês as ações de prevenção e conscientização sobre a violência contra a mulher. A programação do Agosto Lilás inclui palestras, rodas de conversa e atividades em escolas, instituições públicas e privadas, além de ações em parceria com órgãos que integram a rede de proteção.
A mobilização ocorre em um ano simbólico para o enfrentamento à violência doméstica e familiar. Em 7 de agosto, a Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340/2006) completou 20 anos.
As atividades promovidas pela Guardiã Maria da Penha têm como objetivo orientar a população sobre as diferentes formas de violência, facilitar a identificação de situações de risco e incentivar as vítimas a buscar ajuda. A programação também envolve instituições e órgãos parceiros para ampliar o diálogo sobre prevenção e proteção.
Segundo a inspetora Rosilene Fernandes, responsável pela Guardiã Maria da Penha, levar o debate para diferentes espaços é importante para que as mulheres consigam reconhecer sinais de violência antes que as agressões se agravem.
“A violência nem sempre começa com uma agressão física. Muitas mulheres chegam até nós depois de conviver por muito tempo com controle, ameaças e humilhações sem perceber a gravidade do que estavam vivendo. Quando a informação chega antes, ela consegue identificar esses sinais, buscar ajuda e tomar decisões com mais segurança. É por isso que nosso trabalho também precisa estar nas escolas, nas instituições e nas conversas do dia a dia”, afirmou.
Agosto Lilás
Instituído pela Lei Federal nº 14.448/2022, o Agosto Lilás é dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A campanha busca ampliar o conhecimento sobre os mecanismos de proteção e estimular a denúncia de casos de violência.
Além das ações realizadas durante o mês, a Guardiã Maria da Penha mantém atendimento contínuo às mulheres acompanhadas pela equipe. Entre as atribuições estão a fiscalização do cumprimento de medidas protetivas, o contato periódico com as vítimas e a adoção de providências em casos de novas ameaças, agressões ou descumprimento de determinações judiciais.
A equipe também atua em conjunto com a rede municipal de proteção, que inclui a Casa de Passagem, destinada ao acolhimento temporário e seguro de mulheres que não podem permanecer em suas residências por risco à própria integridade.
Onde pedir ajuda?
Em situações de emergência, a mulher pode acionar a GCM pelo 153 ou a Polícia Militar pelo 190. Denúncias também podem ser feitas pelo 180, da Central de Atendimento à Mulher, e pelo 181, do Disque Denúncia.
Em São Bernardo, a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), instalada na Cidade da Polícia, funciona 24 horas para o registro de ocorrências, solicitação de medidas protetivas e atendimento especializado.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
