
O Agosto Dourado, campanha dedicada à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, tem início nesta sexta-feira (1º). A mobilização acompanha a Semana Mundial da Amamentação, realizada anualmente no início de agosto. A cor dourada simboliza o “padrão ouro” de qualidade do leite materno.
Em entrevista ao RDtv, a pediatra e especialista em nutrologia pediátrica do Centro Universitário FMABC, Fabíola Suano, reforça que a recomendação é de amamentação exclusiva até os seis meses de vida do bebê.
“Sem chá, sem água, sem outros alimentos e sem outros tipos de leite até os seis meses de vida do bebê”, orienta a médica.
Segundo a especialista, o leite materno reúne todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento da criança e passa por diferentes fases nos primeiros dias após o parto. Inicialmente é produzido o colostro, de coloração amarelada e rico em anticorpos. Em seguida, surge o leite de transição, com maior concentração de gorduras e calorias. Por fim, o leite maduro, que se estabiliza por volta do primeiro mês de vida do bebê e oferece os nutrientes na proporção adequada para cada fase do desenvolvimento.
Saúde mental da mãe precisa de atenção
Apesar dos benefícios da amamentação, a neuropsicóloga Aline Graffiette alerta para a pressão que muitas mulheres enfrentam durante esse período. Segundo a especialista, a romantização do aleitamento pode gerar frustração e comprometer a saúde mental das mães quando o processo não ocorre como esperado.
Aline defende que o preparo emocional para a amamentação deve começar ainda durante a gestação. “Quanto mais culpada e menos eficiente ela se sentir, pior vai ser para os dois. Quanto mais confiante ela estiver e entender que, de alguma forma, o bebê está recebendo o que precisa, que é o leite, melhor essa dupla vai se encaminhar”, afirma.
Fabíola Suano ressalta que as orientações sobre amamentação devem fazer parte do pré-natal. “É importante lembrar que, durante o pré-natal, as orientações sobre amamentação já devem acontecer, porque o momento do parto reúne muitas novidades ao mesmo tempo”, explica.
A neuropsicóloga acrescenta que algumas gestantes precisam de acompanhamento mais próximo durante esse período. “Mulheres com histórico de transtorno alimentar ou de depressão precisam de um olhar mais atento”, destaca.
Ao final, a pediatra reforça que as mães não devem enfrentar as dificuldades sozinhas. Segundo a médica, é fundamental procurar orientação de profissionais de saúde, que podem oferecer suporte durante todo o processo de amamentação, independentemente de ele ocorrer conforme o planejado.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
