
Um dos maiores nomes da história do futebol mundial, Franco Baresi morreu nesta sexta-feira (31/07), aos 66 anos. Zagueiro clássico, mas com estilo firme, ele anulou jogadores da estirpe de Bebeto e Romário na final da Copa do Mundo de 1994 e era um dos poucos defensores que não precisava dar pontapé para tirar a bola de Maradona.
O defensor que fez história no Milan também brilhou pela seleção da Itália. Deu a volta olímpica no Mundial de 1982, na Espanha, e disputou ainda as Copas de 1990, na Itália, e 1994, nos Estados Unidos.
Foi justamente em uma edição em que amargou o vice-campeonato para o Brasil do técnico Carlos Alberto Parreira que o italiano assombrou o mundo. Ele precisou passar por uma cirurgia no joelho durante a competição, entrou em campo na final e não deu trégua para a dupla Bebeto e Romário. O jogo terminou 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, com o título decidido nos pênaltis.
Artilheiro da seleção com cinco gols e grande destaque da equipe brasileira, Romário confessou ter ficado impressionado com o marcador. “O cara era um monstro. Todas as bolas que a gente ia para dentro dele, ele tirava”, afirmou o Baixinho em vídeo no Instagram. “Ele fez uma grande final”, admitiu o então camisa 11, que encerrou a competição como grande nome do torneio.
Pouco mais de 20 dias separaram o procedimento cirúrgico e sua escalação na decisão. Diante de um ataque veloz, todos os holofotes estavam concentrados em Baresi. Mas, contrariando os prognósticos, mesmo sob o sol escaldante da Califórnia, ele foi soberano em campo.
Técnico tetracampeão, Carlos Alberto Parreira se rendeu à categoria do adversário. “Não é mole não, depois de 20 e poucos dias, uma operação no menisco, voltar a jogar. Mas ele era de uma categoria impressionante”, disse.
Um dos jogadores mais habilidosos do mundo, Diego Maradona foi mestre do drible e aterrorizava seus marcadores quando partia para o ataque com jogadas individuais. Em sua biografia, porém, o camisa 10 argentino fez uma ressalva ao falar de Franco Baresi.
Acostumado a ser caçado em campo pelos defensores rivais, Maradona colocou o italiano como um fora de série. Em sua biografia, o astro conta que, em seu primeiro jogo contra o Milan, pelo Napoli, ele “deu um drible no Ancelotti, que ficou caído. Foi avançar em direção ao gol e, quando olhou para baixo, a bola tinha sumido. Virou de costas e o Baresi já estava tocando para o Donadoni”.
Ainda segundo Maradona, Baresi era o único jogador que tirava a bola dele sem dar um pontapé. Em 1989, em outro confronto na Itália, o argentino pediu a camisa do rival e saiu vestido com a “peça”. Na TV, afirmou que o gesto foi uma homenagem ao melhor zagueiro que enfrentou.
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