
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9/7), uma operação para apurar desvios de emendas do ex-deputado federal Chiquinho Brazão para organizações não governamentais (ONGs) do Rio de Janeiro. Seu irmão, Domingos Brazão, também é investigado no caso. A operação foi batizada de Emendatio.
A defesa deles ainda não se manifestou e informou que não teve acesso aos autos.
Os dois estão presos após terem sido condenados como mandantes da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL). Chiquinho cumpre prisão domiciliar. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão na residência dele, no Rio de Janeiro, além de realizar buscas em uma empresa de Domingos Brazão.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator da ação sobre o caso Marielle na Corte. Ele determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 100 milhões.
A PF cumpre 21 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva.
Uma das ONGs sob suspeita é o Instituto Carioca de Atividades, que recebeu ao menos R$ 7 milhões em emendas de Chiquinho quando ele era deputado. A entidade, alvo de buscas, também recebeu emendas de outros parlamentares.
“A investigação identificou que parte dos recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinados a entidades sem fins lucrativos, que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada por meio de pagamentos indevidos, utilização de empresas interpostas e mecanismos destinados a ocultar a origem e o destino dos valores”, informou a PF em comunicado à imprensa.
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