
Enquanto grande parte da cidade ainda dorme, o trabalho dos padeiros já está a todo vapor. Ainda durante a madrugada, esses profissionais iniciam um processo que exige técnica, precisão e experiência para que, nas primeiras horas da manhã, o pão francês chegue fresco, dourado e com a qualidade esperada pelos consumidores.
Na Padaria Brasileira, rede fundada em 1953 e presente na Região Metropolitana de São Paulo, essa rotina se repete diariamente há 73 anos. A produção começa antes do amanhecer para abastecer todas as unidades da rede. Ao todo, são mais de 13 mil pães franceses produzidos por dia, o equivalente a cerca de 413 mil unidades por mês, com o consumo aproximado de 14 toneladas de farinha no mesmo período.
Celebrado em 8 de julho, o Dia do Padeiro homenageia profissionais que dominam muito mais do que receitas. O ofício exige conhecimento sobre fermentação, tempo de descanso da massa, temperatura, umidade e forneamento — fatores que influenciam diretamente a textura, o sabor e a qualidade de cada pão.
Entre os produtos que simbolizam esse trabalho está o pão francês. Apesar do nome, ele foi criado no Brasil, inspirado nos pães consumidos pela elite brasileira após viagens à França, no início do século XX. Com o tempo, ganhou características próprias e tornou-se o pão mais consumido do país, recebendo diferentes denominações conforme a região, como cacetinho, carioquinha e careca.
“Ser padeiro é transformar um processo que exige técnica e paciência em um alimento presente diariamente na mesa das famílias. Nosso trabalho começa quando a cidade ainda está dormindo e termina quando os primeiros clientes encontram o pão quentinho nas lojas. Esse cuidado é o que faz a diferença todos os dias”, afirma o diretor-geral da Padaria Brasileira, Antônio Henrique Afonso Júnior.
Na Padaria Brasileira, cerca de sete padeiros se revezam diariamente para manter a produção da rede. Alguns acumulam décadas de atuação na empresa, contribuindo para preservar técnicas transmitidas entre gerações e formar novos profissionais. Enquanto a cidade desperta, os fornos já transformaram farinha, água, fermento e conhecimento em um dos maiores símbolos da panificação brasileira.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
