
Uma das favoritas ao título da Copa do Mundo e com Messi na briga direta pela artilharia da competição, a Argentina entra em campo nesta terça-feira, às 13h, no Mercedez-Benz Stadium, diante do Egito, com todo o favoritismo a seu favor para buscar uma vaga nas quartas de final da competição. Um detalhe, no entanto, vem preocupando o técnico Lionel Scaloni: o fantasma das zebras que já promoveu as despedidas antecipadas de seleções como a Alemanha, Holanda, Croácia e Brasil. Disposto a não cair nessa armadilha diante dos egípcios, os hermanos querem se blindar para esta decisão a fim de se manter no Mundial.
Com uma campanha de quatro vitórias em quatro jogos, os atuais campeões do mundo já sentiram na pele o temor de ser despachado por um franco atirador neste mundial. Na memória dos argentinos, Cabo Verde é uma lição que não deve ser descartada para que o time entre com os pés no chão. A dramática vitória por 3 a 2, na segunda fase, e a quase eliminação acenderam um sinal de alerta no elenco.
Cotado para entrar no meio-campo a fim de dar mais consistência no setor e melhorar o toque de bola, Leandro Paredes pode ficar com a vaga de Thiago Almada. Na conversa com os jornalistas, ele comentou sobre o peso do favoritismo argentino e disse ter ficado assustado com a desclassificação do Brasil.
“Sinceramente, é chocante ver o Brasil fora. Essa Copa está mostrando que não tem jogos fáceis. Sinto pelo Neymar. Como amigo, dói muito vê-lo assim. Temos de entrar em campo muito determinados para conseguirmos a classificação”, afirmou o jogador que disse estar pronto para entrar se Scaloni assim decidir.
“Estou em forma e pronto para ajudar a equipe. Sempre me vejo jogando e estou pronto. Talvez precisemos sofrer um pouquinho, mas o importante vai ser sair com a vitória”, comentou o jogador argentino ao final do treinamento.
A campanha, por si só, já sustenta a condição de favorito do conjunto sul-americano. As quatro vitórias em quatro compromissos, porém, não são garantia de vitória antecipada diante de um adversário que tem e Mohamed Salah, o seu ponto de desequilíbrio.
“Essa Copa do Mundo vem mostrando que as equipes estão muito equilibradas e temos de ter foco e muita seriedade para não sermos surpreendidos. Cada partida, a partir de agora, tem de ser encarada como uma decisão”, afirmou Scaloni.
Com uma trajetória bem mais modesta (venceu apenas a Nova Zelândia e acumulou empates diante da Bélgica, Irã e Austrália), o time egípcio tem como destaque o seu jogo coletivo, muita aplicação tática e a aposta nos contra-ataques.
Contra a Argentina, o técnico Hossam Hassan prega a obediência tática e a entrega como objetivo para o time seguir fazendo história. Até esse mundial, o time nunca tinha passado da fase de grupos. Contra a Austrália, a equipe foi além, venceu seu primeiro duelo eliminatório e chegou nas oitavas.
De olho numa inédita vaga nas quartas de final, o Egito busca o desafio de enfrentar um gigante do futebol do planeta para continuar sonhando. “Temos de jogar nosso futebol, lutar muito e buscar nossa meta que é a classificação. Vamos lutar muito por isso”, afirmou o treinador.
Hossam Hassan, que disse estar vivendo um sonho com o time na briga por uma vaga nas quartas, reforçou o sentimento de patriotismo para motivar seus comandados. “Estamos representando o nosso futebol, a nossa cultura e nossa história. Estamos aqui jogando por isso”, afirmou o comandante.
FICHA TÉCNICA:
ARGENTINA X EGITO
AEGENTINA – Dibu Martínez; Molina, Romero, Lisandro Martínez e Medina; Enzo Fernández, De Paul, Mac Allister, Thiago Almada (Paredes) e Lionel Messi; Julián Álvarez (Lautaro Martínez). Técnico: Lionel Scaloni.
EGITO – Shobeir; Mohamed Hany, Rabia, Yasser Ibrahim e Karim Hafez; Attia, Hamdy Fathy, Ashour e Salah; Zico e Marmoush . Técnico: Enderson Moreira.
ÁRBITRO – François Letexier (FRANÇA).
HORÁRIO – 13h.
LOCAL – Mercedez-Benz Stadium, em Atlanta (EUA).
ONDE ASSISTIR – SBT, GLOBO, SPORTV, GETV, GLOBOPLAY e CazéTV
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
