
Há 50 dias que os motoristas que trafegam pela avenida Capitão João, no Parque Guapituba, em Mauá, convivem com uma faixa de rolamento interditada por causa de grande volume de terra e vegetação que deslizou no dia 22 de abril, quando, ao mesmo tempo chovia e também havia uma obra na rua de cima da avenida que estaria sendo feita pela Sabesp. Apesar da Sabesp negar a responsabilidade sobre o deslizamento, a prefeitura afirma ter laudo que culpa a companhia de saneamento pelos danos. Apesar de não admitir a responsabilidade pelo ocorrido, a companhia informou que vai contribuir para custear os reparos, porém a obra ainda deve demorar pelo menos 20 para começar, até lá a insegurança de pedestres e o trânsito pesado por conta do afunilamento devem continuar.
Em nota, a Prefeitura de Mauá informa que o processo de contratação da empresa que será responsável pela execução da obra já teve início. A administração municipal diz que a responsabilidade pelos reparos foi dividida porque chegou-se à conclusão, por estudos feitos pelo município e pela Sabesp, de que o deslizamento ocorreu por causa de vazamento na rede da companhia. “Como não houve nenhum evento climático adverso e, após análise conjunta entre equipes técnicas do município e do Estado, foi constatado que o problema ocorreu em decorrência de um vazamento na tubulação da Sabesp, por isso a empresa se comprometeu a custear a obra. Antes mesmo desse acordo, com o objetivo de acelerar o processo, a prefeitura já realizou os estudos necessários, como a sondagem do terreno, o levantamento planialtimétrico cadastral e a emissão da dispensa de licenciamento ambiental, nos termos da legislação vigente”, diz o paço mauaense.
Ainda de acordo com o município a previsão é de que as obras comecem somente em julho com previsão de 90 dias para serem concluídas. Moradores da rua Justino Cardoso da Silveira, que fica acima da Capitão João, temem problemas porque o asfalto está rachado, mas não há imóveis interditados segundo a Defesa Civil do município. Enquanto as obras de contenção do talude não ocorrem a prefeitura diz que vem sendo feita limpeza criteriosa para não desestabilizar o talude e causar novos deslizamentos. A prefeitura finaliza a nota dizendo que segue monitorando o trânsito na região.
Já a Sabesp, também em nota, mantém a posição de que não identificou a relação entre a sua atuação e o deslizamento. “O caso tem origem em um deslizamento de terra que, provavelmente, levou ao rompimento de um ramal de água na região. O reparo na rede foi executado pela Sabesp ainda no dia do evento. Apesar disso, a companhia, com o objetivo de colaborar com a administração municipal, vai participar do custeio das obras necessárias para resolver o problema no local. O apoio da Sabesp se deve à urgência da intervenção, mas ainda serão realizadas análises sobre a causa do problema e seus eventuais impactos nas redes da companhia”, diz o comunicado.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
