
O que era Allianz Parque virou Nubank Parque. Foi este o nome escolhido por 47,5% das mais de 500 mil pessoas que participaram da votação popular aberta pelo banco digital no início do mês e encerrada na semana passada. Nubank Arena ficou com 29,8% e Parque Nubank com 22,7%. O Nubank anunciou o novo nome do estádio do Palmeiras nesta segunda-feira (04/05).
Nubank Arena e Parque Nubank eram as outras opções disponíveis e perderam para Nubank Parque, nova alcunha da arena palmeirense pelos próximos anos.
A fintech comprou os naming rights da arena no início de abril em contrato que prevê pagamento anual de R$ 50 milhões à WTorre, gestora do estádio. O Palmeiras não participou da venda, mas tem direito a receber 15% do que a WTorre arrecada com o local, conforme o contrato com a administradora — cerca de R$ 7,5 milhões nesse caso.
O Nubank planejava instalar um painel de LED de 246 m² na parte externa do estádio do Palmeiras, voltado às piscinas do clube, para exibir o logo do banco e a opção de nome da arena escolhida pelos torcedores.
No entanto, a Prefeitura rejeitou o pedido sob o argumento de “inserção irregular de elemento luminoso na paisagem urbana”, o que fere a Lei Cidade Limpa.
A WTorre e o banco estimam que toda a nova identidade visual da arena seja concluída em julho. O processo mais demorado envolve a substituição dos letreiros externos do estádio.
A Prefeitura exige o cumprimento de trâmites burocráticos previstos na Lei Cidade Limpa. A mudança de nome na fachada deve levar mais alguns meses.
O Nubank enxerga a arena como plataforma de negócios. A fintech terá direito a promover eventos internos, usar camarotes e cadeiras VIPs em jogos, concertos e eventos, além de um espaço para receber clientes e uma entrada “ultravioleta”.
O banco tem ampliado sua presença no esporte, com a compra dos naming rights da nova casa do Inter Miami, batizada de Nu Stadium, e o patrocínio à Mercedes na Fórmula 1.
O novo nome vai pegar?
Foram 12 anos de Allianz Parque, um dos primeiros estádios do país com naming rights vendidos. O nome da seguradora alemã se consolidou e se tornou um dos cases mais bem-sucedidos do setor. Agora há dúvida sobre quanto tempo levará para o público adotar o novo nome.
“Para o nome pegar, é necessário o maior número de ativações possíveis. Não acredito em patrocínio sem ativações. É importante que seja algo recorrente para acelerar o processo de conexão do público com o novo nome”, avalia Renê Salviano, CEO da Heatmap, especialista em patrocínios esportivos.
“Projetos de naming precisam de tempo. No caso de ativos que já possuem naming e passam por troca, é fundamental uma estratégia forte de ativação para acelerar essa transição”, afirma.
Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports, diz que o novo dono dos naming rights do estádio do Palmeiras precisa de um “plano estratégico de ativação efetivo” para associar a arena ao nome do banco.
“Como o caso do Allianz é um case de sucesso, não é uma missão fácil. É preciso investimento e consistência. Não é algo que se resolve rapidamente”.
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