Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra apresentam aumento nos casos de estupro (Foto: Banco de imagens)
Apesar da leve redução no total de estupros no ABC no comparativo do primeiro trimestre de 2025 com 2026, dados divulgados nesta quinta-feira (30/04) pela SSP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) revelam quadro mais complexo do que o número absoluto sugere. A diminuição de 36 para 34 casos, com variação de 5,5%, não representa melhora uniforme, já que quatro das sete cidades da região registram aumento.
A queda se concentra em parte do território, em que Santo André reduz de 12 para 9 casos, recuo de 25%, enquanto São Bernardo passa de 14 para 6 registros, redução de 57%. Em São Caetano, o número vai de um para zero.
Em sentido oposto, outros municípios puxam o crescimento. Mauá sobe de 3 para 8 ocorrências, alta de 166,7%. Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra avançam de 1 para 3 casos, crescimento de 200% em ambos. Diadema também registra aumento, com avanço de 3 para 5 casos, variação de 66,7%. O movimento indica perda de concentração e avanço do crime para áreas onde os registros eram menores.
Estupro de vulnerável cresce em Diadema
Quando entram os dados de estupro de vulnerável, o cenário ganha contornos ainda mais sensíveis. Em Diadema, os registros sobem de 14 para 22 casos, crescimento de 57%, o maior aumento da região. Em São Bernardo, o número se mantém em 34 ocorrências nos dois períodos, sem variação. Ribeirão Pires também apresenta estabilidade, com 7 casos em cada ano.
Outros municípios apresentam queda, mas sem força para alterar o quadro regional. Santo André reduz de 17 para 14 registros, recuo de 17,65%, enquanto São Caetano passa de 7 para 2. Mauá e Rio Grande da Serra também registram leve diminuição. No total do ABC, os casos passam de 85 para 83, variação de 2,35%, o que indica estabilidade em patamar elevado.
Roubos e furtos recuam
A redução nos crimes patrimoniais aparece em parte relevante do ABC, mas não alcança toda a região. Em Santo André, os roubos caem de 1439 para 1047 casos, redução de 27,24%. Em São Bernardo, o número passa de 955 para 762, recuo de 20,21%, enquanto Diadema registra queda de 622 para 475, variação de 23,63%. O roubo de veículos segue a mesma tendência, com Santo André redução de 250 para 117 casos, queda de 53,20%, e Mauá de 96 para 48, redução de 50%.
Nem todo o território acompanha esse movimento. Ribeirão Pires apresenta aumento nos roubos, que sobem de 36 para 50 casos, alta de 38,89%. Furtos também crescem em pontos específicos, como em Diadema, onde passam de 766 para 851 registros, variação de 9,99%, e em Rio Grande da Serra, com leve alta de cerca de 5%.
Ao mesmo tempo, a violência interpessoal avança em cidades estratégicas. Em Santo André, os casos de lesão corporal dolosa sobem de 505 para 620, crescimento de 22,77%. Em Diadema, passam de 364 para 393, alta de 7,97%, e em Rio Grande da Serra há aumento de 6,25%, o que reforça o cenário de pressão fora dos indicadores mais tradicionais.