
O Dia da Literatura Brasileira é celebrado nesta sexta-feira (1/5) em homenagem ao José de Alencar (1829–1877), que nasceu neste dia. Considerado um dos principais autores do romance nacional, a data é comemorada no dia 1 de maio para homenagear a sua contribuição histórica à literatura e retratar, com pioneirismo, a diversidade e as raízes do povo brasileiro.
No Brasil, os desafios são grandes quando o assunto é leitura. Dados do PIRLS (Estudo Internacional de Progresso em Leitura) revelam que quase 40% das crianças do 4º ano do Ensino Fundamental não dominam as habilidades básicas de leitura.
A falta de incentivo à leitura é um dos grandes empecilhos e pode prejudicar a criança no futuro. O levantamento do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), apontou que 50% dos alunos brasileiros de 15 anos apresentam baixo desempenho em leitura.
Diante desse cenário, incentivar a leitura desde cedo é ainda mais essencial. Segundo a bibliotecária do Brazilian International School-BIS, de São Paulo, Aline Souza Silva Santos, os pais devem transformar a leitura em um momento especial. “Ler para a criança desde cedo faz toda a diferença, em momentos de aconchego e conexão, fortalecendo o vínculo afetivo e despertando o interesse pelos livros”, afirma.
Para estudantes que estão em fase de preparação para os vestibulares, conhecer os principais autores e obras da literatura brasileira também é uma forma de ampliar a capacidade de raciocínio e argumentação. “Para acertar as questões, o candidato precisa entender a obra como um todo, reconhecer suas marcas principais e saber interpretar o que o texto sugere, grande parte das vezes de forma implícita”, afirma Fernanda Silveira, coordenadora do Ensino Médio do colégio Progresso Bilíngue, de Campinas.
Os textos literários fazem parte dos processos seletivos, em perguntas que exigem análise de trechos, comparação entre autores, reconhecimento de crítica social e interpretação simbólica. “O estudante não deve ler de forma passiva. É fundamental dialogar com o texto, levantar hipóteses e fazer conexões”, acrescenta Thiago Silverio Barbosa, professor de Língua Portuguesa da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri.
Segundo Renata Lima, coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo, ler é uma forma de construir autonomia porque amplia o repertório simbólico e oferece instrumentos para nomear, organizar e questionar o mundo. “É pela linguagem que o pensamento ganha densidade, que a empatia se complexifica e que o sujeito aprende a transitar entre diferentes perspectivas. Quanto mais cedo esse vínculo com a leitura se consolida, maior a possibilidade de formar leitores capazes de sustentar aprendizagens ao longo da vida”, afirma.
Para marcar a celebração, a coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick seleciona 10 obras essenciais brasileiras, que são indispensáveis para quem deseja conhecer e compreender melhor a literatura nacional.
- A Hora da Estrela (1977), de Clarice Lispector
- As Três Marias (1977), de Rachel de Queiroz
- Capitães da Areia (1937), de Jorge Amado
- Grande Sertão: Veredas (1956), de João Guimarães Rosa
- Iracema (1865), de José de Alencar
- Macunaíma (1928), de Mário de Andrade
- Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), de Machado de Assis
- Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha
- Quarto de Despejo (1960), de Carolina Maria de Jesus
- Vidas Secas (1938), de Graciliano Ramos
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
