A PitCap instalou, neste mês de abril, sua terceira máquina automática de limpeza de capacetes no ABC, desta vez em Diadema. A iniciativa faz parte da estratégia de expansão da empresa no Estado de São Paulo, que aposta em equipamentos de autoatendimento instalados em pontos estratégicos, como postos de combustíveis, concessionárias e áreas de grande circulação.
O serviço atende principalmente entregadores e mototaxistas, que passam horas com o equipamento diariamente. Com operação simples e acessível, o usuário consegue realizar a higienização em poucos minutos. A proposta une tecnologia e conveniência em um mercado em constante expansão, e a expectativa é ampliar rapidamente a presença em diferentes regiões.
Anthony Fedlallah construiu sua trajetória profissional no tradicional bairro do Brás. Filho de imigrantes libaneses, trabalhou por mais de 40 anos na confecção da família, iniciando ainda jovem. Com a transformação do mercado têxtil e a forte concorrência internacional – principalmente da China -, o setor passou a enfrentar dificuldades.

Diante desse cenário, o empresário decidiu buscar novas oportunidades fora da área. Durante a pandemia, investiu em marketing digital, aproveitando a alta demanda por soluções tecnológicas. Ainda assim, continuava em busca de um negócio escalável e inovador.
A virada aconteceu durante uma viagem aos Estados Unidos, quando se deparou com uma máquina de higienização de capacetes que atraía grande público. O serviço ganhou força após a pandemia da covid-19, impulsionado pela maior preocupação com higiene.
Ao observar o funcionamento simples e eficiente, Fedlallah identificou potencial para o mercado brasileiro. Em vez de importar o equipamento, optou por desenvolver uma tecnologia nacional. “A decisão levou em conta questões como manutenção, reposição de peças e adaptação aos meios de pagamento locais. Assim nasceu a PitCap, com foco em inovação e acessibilidade”, afirma, em entrevista ao RDtv.
O equipamento utiliza uma combinação de vapor quente e luz UV-C para eliminar até 99,9% de vírus e bactérias. “Todo o processo é automatizado e dura cerca de três minutos e quarenta segundos. O usuário realiza o pagamento, posiciona o capacete na máquina e aciona o sistema com facilidade. Ao final da higienização, o equipamento libera um aroma suave de lavanda, pensado para não incomodar no uso contínuo. O custo médio do serviço é de R$ 10, tornando-o acessível”, explica o CEO.
Demanda crescente dos motociclistas
O modelo de franquia se destaca pelo baixo investimento inicial e reduzido custo operacional. Para adquirir uma máquina, o valor gira em torno de R$ 23,5 mil, incluindo taxa de franquia e equipamento. A operação não exige loja física, estoque de insumos ou equipe dedicada, o que facilita a entrada de novos empreendedores.
A partir da quinta máquina, a taxa de franquia deixa de ser cobrada, incentivando a expansão. Segundo estudos da empresa, é possível obter retorno do investimento em cerca de 13 meses. “Com média de seis utilizações diárias, o lucro mensal pode chegar a R$ 1,3 mil por unidade. É um retorno atrativo, que exige pouca presença do investidor e permite conciliar com outros negócios”, afirmou Fedlallah.
Atualmente, a PitCap conta com oito máquinas em funcionamento, ainda em fase de testes, distribuídas entre a capital paulista, o ABC e o interior. Os equipamentos operam há cerca de cinco meses e já despertam interesse de empreendedores de outras regiões. Estados como Pará e Amazonas aparecem entre os potenciais mercados de expansão.
A meta da empresa é comercializar ao menos 50 máquinas ao longo de 2026. Com isso, a rede projeta atingir um faturamento de aproximadamente R$ 12,5 milhões. O crescimento acompanha a expansão dos serviços de delivery e mototáxi no país.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
