Nessa semana o médico Aldemir Humberto Soares completará 60 dias no comando da Fundação do ABC (FUABC). E nessa primeira fase de seu mandato de dois anos, o foco foi encontrar maneiras de equacionar contratos de gestão de equipamentos em diversas cidades. Ao RDtv desta quinta-feira (26/03), o presidente falou sobre a intenção de ter reuniões periódicas com os prefeitos de Santo André, São Bernardo e São Caetano, cidades mantenedoras, para falar sobre as ações que são realizadas.
A FUABC é responsável por equipamentos estaduais e municipais em diversos locais como São Paulo, Mauá, Diadema e Carapicuiba. Segundo Soares, os contratos são “muito justos”, levando em conta o orçamento disponível e a complexidade dos atendimentos realizados.
“Realmente, assim, são valores muito apertados, eles são muito justos e você não pode dar um valor muito maior do que o que está combinado, porque vai faltar recurso no final do mês. Então, a gente está conhecendo todos eles, vendo onde precisa de algum ajuste, o que pode melhorar e já também numa expectativa de poder crescer algum deles, ampliar alguns convênios, para que ele dê uma tranquilidade maior para o funcionamento do hospital. A gente tem vários hospitais assim, alguns ambulatórios de especialidade também e hoje com uma atuação grande pelo Estado todo, não é só o ABC.”, disse.
Alguns contratos serão renovados nos próximos dias como o existente com o Governo do Estado para o gerenciamento da unidade da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, em Diadema, que será ampliado em cinco anos.

No caso das cidades mantenedoras, o desafio orçamentário segue, assim como em qualquer lugar em se investe em Saúde. Mas nesse caso, Soares reforça que o entendimento é realizado de forma diferente. Para ampliar as conversas, foi combinado que haverá reuniões a cada 60 dias para falar sobre as ações da Fundação e assim mostrar aos três municípios o que pode ser feito, de maneira igualitária.
“O que a gente está tentando trazer para cá é uma experiência de Secretaria da Saúde de como melhorar o andamento dessa operação toda, para que você consiga atingir o maior número de pacientes possível dentro de um orçamento que você tem, que é o que eu falo, em saúde vai ser sempre restrito, a gente nunca vai ter o dinheiro suficiente para tudo que a população precisa, mas eu acho que assim, nós temos que trabalhar muito para isso, para ampliar a nossa atividade, para reduzir as filas de espera, para reduzir esse tempo.”, inicia.
“A gente sabe que saem projetos, há pouco tempo Santo André estava aprovando um projeto de endometriose, que é uma maravilha, eu acho que precisa ser feito, mas isso impacta que a gente tenha um número de procedimento bem maior do que se faz hoje, e aí a gente tem que buscar recursos para isso, para poder organizar. É nesse sentido que, conforme você vai ampliando os benefícios para a população, eu também preciso ir ampliando os recursos disponíveis para isso.”, segue.
Outra cidade da região em que conversas vão acontecer é Mauá. A Fundação do ABC é responsável por todo o Complexo de Saúde, assim cuidando desde a Unidade Básica de Saúde até o Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini. Nos últimos anos a relação entre o município e a OS foi tratada pela Justiça, com direito a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Até o momento, segundo Soares, o documento é cumprido à risca. As conversas vão servir para estreitar ainda mais a relação.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
