A Campanha Salarial dos servidores de São Bernardo segue após a negativa da primeira proposta feita pela gestão de Marcelo Lima (Podemos). Ao RDtv, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv SBC), Dinailton Souza Cerqueira, ressaltou a busca pelo aumento real dos salários e a busca pela implementação da redução da jornada semanal de trabalho para os auxiliares da Educação.
A primeira proposta negada seguia o caminho de fracionamento utilizado em 2025. Para este ano o governo propôs um reajuste de 2% em março e outros 2,36% em outubro, além de um reajuste do auxílio alimentação que passaria de R$ 27,50 para R$ 30. O sindicalista aponta que no ano passado houve a compreensão com a chegada de uma nova gestão na cidade e assim foi aceito o fracionamento. Neste ano, o entendimento foi alterado.
“Quando a gente pede para ter o reajuste com o aumento real é para não perder mais para a inflação. Uma inflação que nos últimos vem correndo muito os salários dos trabalhadores, no contexto geral em São Bernardo do Campo. Temos a Guarda Civil que vem sendo desvalorizada, temos auxiliares administrativos que vêm sendo desvalorizados. A Educação que em relação ao piso nacional, quando terminou o governo de Orlando Morando, estávamos com uma defasagem de 60%.”, exemplifica Dinailton.

A categoria reivindica que seja o resposto a inflação do período entre março de 2025 e fevereiro de 2026, que foi de 3,83%, segundo estimativa do Dieese/INPC. Além disso, pedem 11% de aumento real de salários, assim repondo o que não foi feito no ano passado.
A categoria segue em expectativa para uma nova data de reunião com o governo. Dinailton considera que o momento ainda é espera, mas que há o ponto positivo sobre o fato de se ter uma negociação com a atual gestão, algo que foi tema de muita reclamação no período de Morando no comando da cidade.
Na próxima quarta-feira (25/03) ocorrerá um plantão durante a sessão ordinária da Câmara Municipal. Na sexta-feira (27/03), ocorrerá o “Sextou na Luta”, que busca reunir a categoria para protestar por uma proposta melhor em relação aos seus salários.
Dinailton ressalta que o Paço são-bernardense alega problemas de caixa e baixa arrecadação para não apresentar uma proposta de aumento real. Segundo as contas do Sindicato, caso seja aprovada a proposta com 11% do aumento real, o gasto com o funcionalismo não alcançaria os 40% do orçamento, ficando 14 pontos percentuais abaixo do limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Educação
Outro objetivo da categoria é fazer valer na cidade a lei nacional que reduziu para 30 horas semanais a carga horária dos auxiliares da Educação. Ofícios foram protocolados sobre o tema e se espera a resposta do Poder Executivo. Dinailton aponta que outras cidades da região conseguiram avançar e garantir o cumprimento da lei, mas que São Bernardo segue com as 40 horas semanais de jornada para este grupo de trabalhadores.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
