
Celebrado em 20 de março, o Dia Mundial da Saúde Bucal reforça um alerta que atravessa gerações: a prevenção é o caminho mais eficaz para manter dentes e gengivas saudáveis — com impactos diretos na alimentação, na fala, na autoestima e na saúde geral.
Embora recomendações básicas, como escovação adequada, uso diário do fio dental e visitas periódicas ao dentista, sejam válidas para todos, cada fase da vida exige cuidados específicos.
Infância: onde tudo começa
Os cuidados devem começar ainda nos primeiros meses, com a higienização suave das gengivas. A escovação com escova infantil e creme dental com flúor deve ser introduzida assim que surgem os primeiros dentes.
“A saúde bucal na infância vai além de evitar cáries. Cuidados precoces contribuem para o desenvolvimento da fala, da mastigação e da autoestima”, explica a dentista e diretora da Neodent, Priscila Cordeiro. “A amamentação também tem papel importante na formação da face e pode reduzir o uso de chupetas.”
É nessa fase que se formam hábitos que tendem a acompanhar o indivíduo por toda a vida. Por isso, o acompanhamento odontológico — iniciado ainda no pré-natal — é fundamental.
Adolescência: mudanças hormonais e novos desafios
As alterações hormonais típicas da adolescência podem deixar a gengiva mais sensível e suscetível a inflamações. Sangramentos durante a escovação, por exemplo, são sinais de alerta.
Dados do Sistema Único de Saúde (SUS), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), indicam que cerca de 60% dos adolescentes brasileiros apresentam cárie dentária, reforçando a importância de hábitos adequados de higiene e alimentação.
Nessa fase, também é comum o início de tratamentos ortodônticos. Os alinhadores transparentes surgem como alternativa aos aparelhos fixos, facilitando a higiene bucal.
“Além de discretos, os alinhadores permitem maior conforto e facilitam a escovação e o uso do fio dental, contribuindo para um tratamento mais saudável e previsível”, afirma a ortodontista Ana Alvoledo.
Vida adulta: rotina intensa e riscos silenciosos
Entre os 20 e 65 anos, a rotina corrida faz com que muitos procurem o dentista apenas diante de dor ou desconforto. No entanto, diversos problemas bucais evoluem de forma silenciosa.
“Consultas periódicas permitem identificar precocemente cáries, gengivite, periodontite e até câncer bucal”, alerta Priscila. “Prevenir é sempre mais seguro e eficaz.”
A especialista também destaca a relação entre saúde bucal e doenças sistêmicas, como diabetes e problemas cardiovasculares. O tabagismo, por sua vez, é um dos principais fatores de risco para o câncer bucal.
Melhor idade: saúde bucal e qualidade de vida
A partir dos 65 anos, alterações naturais, como a redução da produção de saliva, podem aumentar o risco de cáries e infecções.
O uso de próteses e implantes é comum nessa fase e contribui significativamente para a qualidade de vida, desde que acompanhado de cuidados adequados.
“Os implantes dentários ajudam a preservar a estrutura óssea, melhoram a mastigação e contribuem para a autoestima e o bem-estar dos idosos”, destaca a diretora da Neodent.
Compromisso contínuo
Independentemente da idade, alguns cuidados são indispensáveis: escovar os dentes ao menos três vezes ao dia, usar fio dental diariamente, manter uma alimentação equilibrada e realizar consultas regulares ao dentista.
Mais do que preservar o sorriso, cuidar da saúde bucal ao longo da vida é investir em bem-estar, qualidade de vida e longevidade.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
