
O Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do ABC) manifesta-se publicamente contra o modelo de hospedagem de plataformas digitais como o Airbnb. Para a entidade, a ausência de regulamentação e fiscalização torna a concorrência desleal com hotéis legalmente estabelecidos na região.
De acordo com o sindicato patronal, os meios de hospedagem tradicionais operam sob rígidas exigências legais, com pagamento de tributos municipais, estaduais e federais, além de taxas, alvarás, normas da vigilância sanitária e obrigações trabalhistas.
“Os hotéis geram empregos formais, recolhem impostos e contribuem diretamente para a arrecadação dos municípios. Não é razoável competir com um modelo que não segue as mesmas regras”, afirma Beto Moreira, presidente do Sehal.
Outro ponto levantado pelo Sehal é a questão da fiscalização. Enquanto hotéis mantêm ficha cadastral de hóspedes, seguem normas de segurança, acessibilidade e vigilância sanitária, as hospedagens por aplicativos não estariam submetidas ao mesmo nível de controle. A entidade também destaca que os empreendimentos hoteleiros oferecem serviços como café da manhã e atendimento estruturado, além de estimular a economia local.
“Quando o turista se hospeda em um hotel, ele circula pela cidade, consome em bares, restaurantes, padarias e comércio. Isso gera impacto positivo em toda a cadeia produtiva do turismo e da alimentação”, reforça Paulo Tinoco, presidente do COMTUR Santo André, representante do Sehal.
Reflexos negativos no mercado imobiliário
Segundo Paulo Tinoco, não se trata de impedir novos modelos de negócio, mas de estabelecer regras claras. “Defendemos a livre iniciativa. Mas é necessário que haja regulamentação, fiscalização e segurança jurídica”, conclui.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
