Atendimento com ortopedista em Diadema, que tem seis especialistas na rede municipal. (Foto: Mauro Pedroso/PMD)
O número de atendimentos em ortopedia nos serviços municipais de saúde do ABC não param de crescer. Os municípios admitem que essa especialidade é a que mais tem demanda nos serviços de urgência e também no atendimento eletivo. São milhares de atendimentos na região, considerando só São Caetano e Mauá, que responderam sobre os números de atendimento foram 55.829 atendimentos em 2024 e quase 57 mil no ano passado.
São Caetano é a mais aparelhada com 47 médicos especialistas que atendem no complexo hospitalar, no hospital Albert Sabin e no Atende Fácil Saúde. Em 2024 foram 43 mil atendimentos e no ano passado cerca de 45 mil, segundo cálculo da prefeitura. Indagada sobre novas estratégias de saúde diante do aumento da demanda a administração sancaetanense disse apenas que “tem como norte o constante aperfeiçoamento das políticas públicas”. Mesmo com essa infraestrutura munícipes usam as redes sociais para cobrar o prefeito Tite Campanella (PL). Uma internauta disse ao prefeito que aguarda há dois anos por uma prótese de joelho.
Em Mauá, apesar dos 11.829 atendimentos em 2024 e dos 11.904 no ano passado, a prefeitura tem apenas quatro profissionais especialistas em ortopedia. sendo que três atendem no CEMA (Centro de Especialidades Médicas de Mauá) que fica na avenida da Saudade, 396, na Vila Nossa Senhora das Vitórias, e outro que atende no CER II (Centro Especializado em Reabilitação) na avenida Ary Barroso, 56, Vila Magini. A prefeitura não considera nem alta nem baixa a demanda, para o município está dentro da média. “Por enquanto, não há previsão de ampliar o serviço. Mauá iniciará, em parceria com o governo federal, a construção de Policlínica na Vila Assis Brasil, reforçando o atendimento especializado na cidade”, sustenta o paço mauaense que também admite que há fila par atendimento e que o tempo médio de espera é de quatro meses.
A prefeitura de Diadema não falou sobre o número de atendimentos, mas disse que tem seis médicos ortopedistas, sendo que três ficam no Centro de Especialidades Quarteirão da Saúde e três no serviço de urgência do Hospital Municipal de Diadema (24 horas, sete dias por semana). “Há um volume significativo de solicitações em ortopedia eletiva, o que reflete a alta procura por essa especialidade. Inicialmente, a fila é centralizada para avaliação com ortopedista geral e, somente após essa primeira consulta, é possível identificar a necessidade de encaminhamento para subespecialidades, o que pode influenciar no tempo de atendimento. O tempo para consulta varia conforme o tipo de atendimento necessário”, diz nota da administração municipal. O município diz ainda que planeja ampliar o quadro por meio de contrato via OSS (Organização Social de Saúde).
A prefeitura de Rio Grande da Serra também não mencionou o número de atendimentos realizados nos últimos dois anos, mas admite também que a especialidade é a que mais tem demanda para atendimento da saúde municipal. A cidade tem um ambulatório especializado em ortopedia que fica no CEME (Centro de Especialidades Médicas) onde um único profissional atende a demanda do município.
Santo André, São Bernardo e Ribeirão Pires não responderam.