A Prefeitura de Mauá, em conjunto com o Ministério das Cidades e a ONU-Habitat, iniciou o processo de planejamento para a implementação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Periferia Viva. Ao RDtv desta terça-feira (20/01), a coordenadora de projetos da ONU-Habitat nesta ação, Ana Carolina Nunes, explicou sobre a proposta que visa ajudar três locais da área Chafick-Macuco, na região do Jardim Zaíra.
A proposta visa um investimento de R$ 159 milhões para a urbanização das áreas definidas no projeto. A ideia é que os futuros investimentos, que serão apresentados no segundo semestre, possam alcançar os aspectos de: infraestrutura urbana; prevenção de riscos e desastres; habitacionais; ambientais; fundiários; socioeconômicos; e de acesso a serviços e equipamentos públicos.
“O Plano de Ação Periferia Viva prevê levantar não só com dados da Prefeitura, mas com dados de órgãos federais, das secretarias municipais, e principalmente ouvir a população para entender esse território, levantar quais são as demandas desse território de urbanização e do território periférico como um todo para que todas essas informações sirvam para uma construção de um plano que, de fato, responda aos problemas que são do cotidiano da população, e não somente de uma leitura de dados distanciada daquilo que é a realidade cotidiana.”, explica Ana Carolina.

No caso da ONU-Habitat, o trabalho também visa implementar o Objetivo 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) estabelecidos nas ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), que também faz parte da chamada Agenda 2030.
“Cada agência da ONU prioriza, obviamente, alguma ODS, no caso da ONU-Habitat, que é a agência que é voltada para os assentamentos humanos, precários e outros assentamentos também, mas há garantia de segurança e qualidade dos assentamentos humanos.”, inicia.
“Nessa agência a gente trata principalmente da ODS 11, mas outras ODSs também são tratadas e também a experiência de outras agências da ONU podem ser e serão aqui em Mauá utilizadas para que a gente tenha um melhor reconhecimento de recortes importantes das informações de território, de população, trabalhar com mulheres e qual é a relação dessas mulheres com esse território.”, segue Ana.
Neste mês de janeiro são promovidas oficinas que vão auxiliar as equipes que farão o futuro mapeamento das obras e serviços que serão necessários para os locais determinados. Após o plano apresentado, a ONU-Habitat ainda seguirá por 18 meses com o trabalho de acompanhamento.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
