O calor intenso, não apenas no período de verão, tem demandado cada vez mais investimentos em sistemas de climatização e/ou refrigeração para residências e empresas, o que tem gerado aumento de faturamento no setor. Ao RDtv o CEO da Star Center Climatização, Edson Alves, ressaltou que com o aumento da demanda em relação aos data centers, houve um crescimento de 30% na empresa de Diadema em 2025.
“Hoje, ninguém mais vive sem celular, sem ter uma internet, e com isso tem crescido onde você armazena esses dados. E esses locais, além de ter uma climatização constante, você tem que ter um sistema que realmente garante 24 horas por dia de operação e interrupção. Você imagina, se cai um sistema de climatização de um data center, eu vou te falar coisas de 2, 3 minutos, você derruba, de repente, um banco, você pode derrubar uma bolsa de valores. Então, é um item que é substancial para essa área. E isso tem tido uma crescente muito grande”, explica.
Além do setor de tecnologia, farmácia, setor alimentício e o residencial também demandam a instalação de sistemas robustos e que precisam de diversas alternativas para que não parem durante a queda do fornecimento de energia elétrica.

Falta mão de obra
Outro desafio está na mão de obra para este setor. Apesar do aumento de demanda, a falta de trabalhadores qualificados para trabalhar na produção vem atrapalhando a continuidade do processo, o que vem exigindo criatividade dos investidores.
“Nós fizemos um trabalho, começou em janeiro do ano passado, do Senai, onde a gente começou a mandar pessoal que não tem treinamento, a gente treinar as equipes no próprio Senai. E também treinamento e curso para os profissionais que vêm de outro setor. Um engenheiro civil, um engenheiro elétrico, que tenha disponibilidade de quem está no setor, nós estamos disponibilizando treinamento para que eles se tornem um especialista em nossa área”, diz.
Mas a dificuldade, hoje em dia, de mão de obra, como em todo o mercado, ela é muito grande, principalmente para alguém que queira entrar no setor. Porque quando você vai entrar, por exemplo, uma pessoa que vai começar do zero, que é estudante, ele tem um salário inicial. E aí tem muita gente que começa a comparar, trabalhar com Uber, ou entregar pizza, enfim, vai trabalhar no outro segmento que entende que, a princípio, dê uma rentabilidade um pouco maior”, completa o executivo da empresa, que se prepara para executar projeto de climatização no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Assista a entrevista completa.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
