
Os Metalúrgicos do ABC ampliaram sua atuação política na COP30 ao integrar três painéis realizados nos dias 13 e 14 de novembro, em Belém (PA). A entidade levou à conferência o posicionamento de que a transição energética deve gerar emprego, fortalecer a indústria nacional e impulsionar uma neoindustrialização baseada em tecnologia desenvolvida no Brasil.
No dia 13, no espaço dedicado à sociedade civil, o diretor administrativo do Sindicato, Wellington Messias Damasceno, participou do painel “Soluções Brasileiras para a Transição Justa: Indústria, Mobilidade e Desenvolvimento Sustentável”.
Wellington destacou que o trabalhador precisa estar no centro da transição energética. “Não basta discutir metas ambientais ou tecnologias. É preciso qualificação profissional, diálogo amplo e políticas que promovam reindustrialização com foco no bem-estar da população”, afirmou.
No dia 14, Wellington integrou o painel “Programa Mover, eletrificação e criação de novos empregos”, realizado a bordo da embarcação JAQ Hidrogênio. A atividade simbolizou, segundo ele, a diversidade de caminhos para a descarbonização no Brasil. “Debatemos etanol, hibridização, eletrificação e hidrogênio. Todas as rotas são possíveis, desde que apoiadas por políticas industriais que garantam tecnologia e emprego produzidos aqui”, explicou.
Ainda no dia 14, o Sindicato participou do painel “Descarbonizando o setor de transportes: soluções brasileiras para o mundo”, que defende que a transição energética não pode ocorrer às custas da base produtiva. ““É possível descarbonizar ao reunir diferentes modais e tecnologias, o que amplia oportunidades e melhora a qualidade de vida dos trabalhadores”, completa Wellington.
O presidente do Sindicato, Moisés Selerges, que também esteve na Conferência, avaliou que a presença na COP30 reforça o papel dos trabalhadores nos debates globais. “Mais uma vez, o Sindicato marca posição. O diálogo entre trabalhadores, empresas e governo é o caminho para soluções reais. A Amazônia era uma antes da COP e será outra depois. Foi acertada a escolha de Belém. Viva a classe trabalhadora!”, disse.
A intervenção do ABC ganhou ainda mais força com a participação de Aroaldo Oliveira da Silva, presidente da IndustriALL-Brasil e da Agência de Desenvolvimento Econômico do ABC, que apresentou experiências regionais e defendeu a construção de um plano robusto para enfrentar os desafios climáticos.
Com presença ativa e propostas consistentes, os Metalúrgicos do ABC encerraram sua participação e reafirmam que a transição energética precisa ser inclusiva, soberana e baseada em diálogo social, negociação coletiva, contrapartidas industriais e qualificação permanente.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
