
O Governo do Estado vai entregar para a iniciativa privada a administração das Travessias Hídricas, o sistema é composto por diversas balsas na região metropolitana e litoral, dentre elas as balsas João Basso, no Riacho Grande, em São Bernardo, e a ligação da região do Pós-Balsa com o bairro paulistano Grajaú, através da balsa Taquacetuba. O leilão está previsto para quinta-feira (13/11) na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) onde quatro empresas apresentaram propostas na segunda-feira (10/11).
Os documentos foram entregues na Bolsa de forma presencial e remota. Ao todo, foram duas propostas presenciais, apresentadas pelas empresas Acqua Vias SP – Internacional Marítima Ltda. e Comporte Participações S.A., e duas propostas enviadas de forma online, pelos grupos Consórcio Travessias SP e CS Infra S.A. O leilão do projeto será realizado, às 16h, também na B3. A empresa da proposta escolhida terá que investir cerca de R$ 2,5 bilhões, na renovação completa da infraestrutura e da frota, com novos terminais, embarcações modernas e serviços aprimorados. O modelo de PPP (Parceria Público-Privada), com prazo contratual de 20 anos, garante a manutenção da base tarifária atual, preservando gratuidade e benefícios já existentes para usuários e moradores das regiões atendidas.
Eletrificação
Os contratos de gestão rezam que novas estruturas serão feitas de forma padronizada e acessíveis, com ambientes climatizados, banheiros adaptados e áreas de alimentação e atendimento ao público. No total, o projeto contempla 14 linhas aquaviárias – sendo oito no litoral paulista, três na Região Metropolitana de São Paulo e três no Vale do Paraíba – com 45 novas embarcações elétricas, híbridas e de baixo consumo.
Além da ligação Taquacetuba-Bororé e João Basso-Taquacetuba, fazem parte desse pacote a ser leiloado as rotas: São Sebastião–Ilhabela, Santos–Vicente de Carvalho, Santos–Guarujá, Bertioga–Guarujá, Cananéia–Continente, Cananéia–Ilha Comprida, Cananéia–Ariri, Iguape–Juréia, Bororé–Grajaú, Porto Paraitinga, Porto Varginha e Porto Natividade da Serra. Juntas, essas linhas transportam cerca de 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos por ano, sob fiscalização da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo).
A João Basso tem capacidade de transporte de 400 pessoas e 40 veículos por viagem. Em 2018 ela foi reformada e sua plataforma ampliada,e dobrou sua capacidade, antes disso ela transportava 18 veículos e 200 pessoas por vez. Atualmente a gestão do equipamento é da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.), que também administra a Balsa que liga a região do Tatetos ao Grajaú. No ano passado quando foi anunciada a desestatização da EMAE, o governo garantiu que as travessias continuariam gratuitas.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
