
Em parceria com a farmacêutica Boehringer Ingelheim do Brasil, Santo André realiza na rede municipal o exame de espirometria, voltado ao diagnóstico de doenças respiratórias, como a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), a partir desta sexta-feira (07/11). A ação integra o Projeto Abraçar e iniciou em agosto deste ano, com a oferta de 1.099 exames feitos na Policlínica Centro e no caminhão do programa Saúde em Movimento, que percorre toda a cidade.
Nesta quinta (06/11) e sexta-feira (07/11), 160 médicos da Atenção Primária à Saúde, das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e da Regulação Municipal participaram de capacitação sobre doenças pulmonares, realizada no auditório do Hospital da Mulher, no Parque Novo Oratório. O objetivo é ampliar a capacidade de diagnóstico e tratamento da DPOC em toda a rede, fortalecendo ações de prevenção, acompanhamento e reabilitação em saúde respiratória.
No Brasil, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica atinge cerca de 13 milhões de pessoas, das quais apenas 12% recebem diagnóstico, geralmente a partir dos 40 anos de idade. A espirometria, teste que avalia a função pulmonar, é essencial para o diagnóstico precoce.
A exposição ao tabaco e à poluição ao longo da vida, somada a fatores genéticos, agrava os casos. Já a vacinação contra influenza, Covid-19 e outras síndromes respiratórias pode reduzir em até 50% a ocorrência de quadros graves e óbitos. Entre as DPOCs estão o enfisema e a bronquite crônica, doenças que causam bloqueio do fluxo de ar nos pulmões e comprometem a respiração. É comum que pessoas com DPOC levem a mão ao peito, apresentem tosse recorrente e sintam falta de ar ao acordar ou ao caminhar. “O paciente se adapta à dispneia. Ele nota que sente falta de ar ao subir uma escada ou ao lavar louça, mas atribui isso ao envelhecimento. Não é bem assim”, alerta o pneumologista Marcelo Gervilla Gregório, responsável pela capacitação.
Entre os pacientes que já realizaram a espirometria em Santo André, 60 foram classificados com risco grave e convocados para atendimento conjunto entre o médico generalista e o pneumologista. Essa estratégia, conhecida como matriciamento, permite uma abordagem compartilhada e centrada no paciente, com foco na integralidade do cuidado.
O tratamento da DPOC inclui reabilitação pulmonar, oxigenoterapia, controle do peso e uso de medicamentos inalatórios (broncodilatadores). Embora não exista cura, o tratamento alivia sintomas, reduz o risco de eventos cardiovasculares decorrentes das exacerbações e aumenta a tolerância às atividades físicas cotidianas.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
