
No Brasil, cerca de 16 milhões de pessoas convivem com diabetes tipo 2¹ e dessas, quase cinco milhões ainda não foram diagnosticadas. Enquanto isso, outros 17 milhões de brasileiros possuem pré-diabetes, um quadro em que já há uma doença caracterizada, mas que ainda é possível evitar sua evolução.
“Embora haja danos aos órgãos como XX e YY no pré-diabetes, a boa notícia é que este quadro é reversível com diagnóstico e tratamento, que inclui intervenções no estilo de vida,” afirma Maria Augusta Bernardini, ginecologista e diretora da área médica da Merck para o Brasil e América Latina. “Precisamos levar as pessoas à ação, na busca por um futuro mais saudável – e não tem segredo, é consultar um médico e manter os exames mais básicos em dia, como a glicemia”, explica.
Quem deve ficar atento?
O pré-diabetes e o diabetes tipo 2 possuem fatores de risco bem definidos:
Sobrepeso e obesidade: são dois fatores predominantes nos pacientes;
Histórico familiar: parentes de primeiro grau com diabetes aumentam a chance de desenvolvimento da condição;
Sedentarismo: a falta de atividade física regular está diretamente ligada ao aumento do risco;
Hipertensão e doenças cardíacas são condições que agravam as chances;
Mulheres com histórico de diabetes gestacional ou síndrome dos ovários policísticos estão entre os grupos com maior vulnerabilidade.
E como reverter o pré-diabetes?
A reversão do pré-diabetes exige disciplina e mudanças de hábitos, e em cerca de 80% dos casos precisa de tratamento medicamentoso. “Com alimentação balanceada, prática de atividade física regular, controle do peso e acompanhamento médico, é possível impedir que o pré-diabetes evolua para o diabetes tipo 2”, reforça a especialista.
A combinação de prevenção e informação é essencial para que os pacientes possam assumir o controle de sua saúde. O Brasil ocupa o sexto lugar entre os países com mais casos de diabetes no mundo.
“O pré-diabetes e o diabetes frequentemente não apresentam sinais de sintomas, o que reforça a importância de realizar exames regulares. No Brasil, infelizmente, cerca de 70% dos pacientes só descobrem a doença quando já enfrentam complicações, algo que poderia ser evitado com diagnósticos precoces por meio de exames periódicos”, explica Bernardini.
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