
No domingo (13/07) mais dois ônibus foram atacados a pedradas na região. Ninguém ficou ferido com o registro apenas de prejuízos materiais. Dois coletivos da Next Mobilidade tiveram os vidros estilhaçados por pedradas sendo que um circulava na rua dos Vianas, no bairro Baeta Neves, e era um veículo urbano de linha intermunicipal, o outro era um trólebus que estava no corredor metropolitano e foi apedrejado na altura da parada Bom Clima, na divisa de Diadema com a Capital. Em toda a região metropolitana, segundo site especializado em transportes, Diário do Transporte, já foram cerca de 700 ataques em um mês. No ABC foram perto de 200 episódios.
Em nota a Next Mobilidade confirmou que nos dois ataques, não houve feridos. “A primeira ocorrência foi registrada às 6h45, na rua dos Vianas, altura do número 3.710, envolvendo um veículo do Sistema Remanescente (linhas intermunicipais), de prefixo 81971, que operava a linha 409. O impacto danificou o vidro da porta dianteira do coletivo. Mais tarde, às 20h15, um segundo ataque ocorreu na Parada Bom Clima, atingindo o vidro lateral esquerdo de um trólebus do Sistema Existente (Corredor ABD), de prefixo 8186. Em ambos os casos não houve feridos, e os motoristas seguiram os protocolos de segurança estabelecidos pela empresa. Os incidentes foram registrados junto às autoridades competentes, e a NEXT está colaborando com as investigações para identificar os responsáveis”, diz a companhia de ônibus.
A Next informou que desde o início dos ataques foram 91 ocorrências que resultaram em danos em 87 coletivos e quatro abrigos de passageiros somente na área em que atua. “A empresa repudia veementemente qualquer ato de violência contra o transporte coletivo, que coloca em risco a integridade de passageiros, colaboradores e do patrimônio público, além de comprometer a regularidade do serviço prestado à população”, completa a empresa.
Procurado, o SETCABC (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do ABC) não se manifestou até o fechamento desta edição.
Para o comandante da Polícia Militar no ABC, coronel Carlos Alberto Rodrigues Sanches, não há motivo para preocupação por parte da população. Ele conta que não tem informações sobre o caso que teve registro na Capital e que no caso da rua dos Vianas, o episódio, segundo ele, não teve qualquer ligação com onda de ataques a coletivos, a situação teria ocorrido durante uma discussão entre motorista e passageiro.
“Esse não foi um ataque pré-ordenado, ele decorreu de uma discussão entre o passageiro e o motorista do coletivo. Depois dessa discussão verbal, o passageiro desce e ataca uma pedra no ônibus. Não temos motivos para um alarde nem uma preocupação desnecessária. As operações seguem, nós estamos atentos às divisas de área, porém esses pré-ordenados estão ocorrendo em diferentes pontos não tem uma concentração, então a gente faz uma saturação, em corredores de ônibus, em especial, com uso de motocicletas visando a prevenção e que tem sido satisfatória. Este único caso de ontem em São Bernardo, ele ocorreu de uma discussão”, analisa Sanches.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
