ABC - quinta-feira , 13 de junho de 2024

Ministério da Saúde não envia vacinas contra covid-19 e bivalente falta no ABC

Vacina faltou em pelo menos duas cidades da região por atraso do Ministério da Saúde. (Foto: Omar Matsumoto/PMSBC)

O sábado (13/04) que foi definido como dia D de vacinação, uma data especial para a atualização das cadernetas de vacinação para várias doenças, dentre elas a covid-19, foi afetado pela falta de doses da vacina bivalente imunizante contra as duas cepas do novo coronavírus. A falta de imunizantes vem desde o Ministério da Saúde, que há semanas vem sendo cobrado por prefeituras de todo país. Não há opções à bivalente, segundo o infectologista e professor da especialidade no Centro Universitário da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Juvêncio José Duailibe Furtado.

O atraso foi causado por um impasse no processo de compra das vacinas, segundo o que foi divulgado no início da semana pelo Ministério da Saúde quando foi questionado sobre o assunto. Atrasos no processo de compra de vacinas contra a covid-19 provocam desabastecimento em vários estados. O problema, de acordo com o ministério, foi causado por um impasse entre as farmacêuticas Pfizer e Moderna, que brigavam na Justiça por divergências no pregão de compra.

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“Não dá para substituir a bivalente que tem características próprias. Essa falta da vacina vai ter um impacto que não se resolve em meses, isso é um problema, mas não adianta querer substituir, isso não funciona”, diz o especialista da FMABC.

Segundo Furtado, os casos de covid-19 estão mais frequentes nos consultórios médicos. “Eu não tenho uma estatística que aponte isso, mas na vivência do consultório médico a gente vê esse aumento do número de pessoas infectadas, só que são casos mais leves, apenas um ou outro no meio desse público está mais grave, não é nada alarmante. Hoje os profissionais de saúde estão bem preparados para atuar contra a covid e temos medicamento que pode ser ministrado e a vacina. Esse quadro mais tranquilo se deve à vacina e a todo esse preparo das equipes de saúde”, completa

Diadema informou a falta da bivalente pediátrica. “A vacina contra covid-19 está disponível em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Entretanto, a bivalente e pediátrica, passa por desabastecimento pontual e podem não ser encontradas em algumas unidades. Nesse caso, a pessoa é direcionada a outra UBS com disponibilidade da dose”, diz a prefeitura, em nota.

Uma moradora de Santo André, que prefere não se identificar, contou ao RD que a Unidade de Saúde de do bairro Valparaíso, situada na rua Andradina, não tinha o imunizante contra a covid-19. “Fui para me vacinar e quando chegou a minha vez não tinha vacina”, afirma a moradora. A moradora ouviu que funcionários estavam remanejando lotes entre as unidades de saúde. A prefeitura andreense confirmou a situação. “A Secretaria de Saúde de Santo André informa que aguarda pelo envio de novos lotes da vacina bivalente contra a covid por parte do Ministério da Saúde e governo do Estado. Neste momento existe um desabastecimento dos estoques em todo o País. As unidades básicas de saúde estão orientadas a solicitar telefone e outros meios de contato dos munícipes que buscam pelo imunizante para avisá-los da reposição do estoque na medida que as vacinas forem enviadas”, informa a prefeitura, em nota.

As demais vacinas não faltaram em nenhuma das 34 unidades de saúde de Santo André. Só em relação ao público de até 6 anos que equivale a 39.573 pessoas, foram aplicadas 16.463 doses (cobertura de 42%); 10.393 segundas doses (cobertura de 26%) e a terceira dose foi aplicada a 3.624 crianças (9% de cobertura). A meta para este público é de vacinar 90%.

São Bernardo informou apenas o total de vacinas aplicadas contra a covid-19 até o momento e deu entendimento de que não faltaram imunizantes. “Até o momento, 2.669.689 doses de vacina contra a covid-19 foram aplicadas no município. As vacinas são administradas nas 34 Unidades Básicas de Saúde por livre demanda”.

Rio Grande da Serra informou que 22.278 pessoas já receberam ao menos três doses de vacina e relatou também que não faltaram doses nos postos de saúde, mas não especificou os tipos de vacina foram disponibilizadas.  São Caetano informa que aplicou  546.812 doses somente neste ano e que a vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde e no Super Centro para os grupos determinados na nova estratégia de vacinação. Ribeirão Pires não mencionou a falta de imunizantes e aponta que neste ano foram aplicadas cerca de 4 mil doses contra a covid-19. Todas as 10 unidades da Atenção Primária -UBS e USFs – realizam a vacinação, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

A prefeitura de Mauá não respondeu. Questionado nesta sexta-feira (19/04) o Ministério da Saúde não respondeu quando o abastecimento de vacinas será normalizado.

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