ABC - segunda-feira , 15 de julho de 2024

Políticos do ABC comentam demissão do presidente da Enel Brasil

Nicola sabia desde outubro que deixaria o cargo (Foto: Divulgação)

A Enel Brasil anunciou nesta quinta-feira (23/11) a saída de Nicola Cotugno da sua presidência nacional. A saída já estava definida desde outubro, mas a repercussão do apagão que ocorreu entre 3 e 9 de novembro fez com que a demissão causasse repercussão entre os políticos, inclusive no ABC. Prefeitos e deputados reforçaram às críticas contra a concessionária de energia elétrica.

O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Enel, Thiago Auricchio (PL), ressaltou que já tinha a informação sobre a saída de Cotugno há algumas semanas. “Recebemos nessa tarde a informação sobre a demissão do presidente da Enel Brasil. Fico indignado pelo fato, pois quando ele esteve na CPI, na semana passada, ele já sabia que seria mandado embora. Então, tudo isso ocorreu antes do apagão do dia 3 de novembro, daquela semana terrível para muitas pessoas que ficaram sem energia”, iniciou.

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“E agora a gente já protocolou um pedido para chamar o novo presidente da Enel Brasil para ver se tudo aquilo que o presidente antigo tinha colocado de compromissos com a população de São Paulo serão cumpridos. Principalmente o plano de ressarcimento que eles ficaram de nos apresentar até o próximo dia 28”, seguiu o deputado estadual.

A relatora da CPI, a deputada Carla Morando (PSDB), entrou na Justiça para impedir a saída de Nicola do País. “Eu acabei de fazer a entrega ao procurador geral de Justiça, doutor Mário Sarrubo, do pedido de providências para que sejam bloqueados os bens do senhor Nicola e também a apreensão do passaporte, que ele não saia do nosso País, pois o dano causado a toda a população do nosso Estado não foi pouco e não foi pequeno. Independente de ele estar ou não como presidente da empresa, ele não irá se isentar de todas as responsabilidades que causou durante esse período em que ele esteve no comando. Estamos tomando providência e ele não ficará impune”, explicou.

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), reforçou as críticas que fez durante a participação no programa Brasil Urgente, da Band. O tucano voltou a chamar o serviço da empresa de “lixo” e disse que Nicola “vai tarde”.

Em transmissão realizada pelas redes sociais, o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), apontou a preocupação sobre o plano da Enel sobre as árvores, principalmente ao levar em conta as fortes chuvas previstas para as próximas semanas e para o verão. Segundo o andreense, cerca de 90% das árvores na área urbana da cidade estão próximas da fiação elétrica, ou seja, seria necessária uma ação da Enel para conseguir fazer as podas.

“Vai tarde! Presidente da Enel pede demissão. É uma boa notícia para população, mas é apenas o começo. É preciso que haja uma mudança profunda na forma como a empresa opera no Brasil. Queremos um serviço de qualidade”, escreveu o deputado federal Alex Manente (Cidadania).

“O presidente da Enel Brasil, Nicola Cotugno, pediu demissão. Espero que a companhia coloque alguém à altura que o cargo exige. E que a empresa priorize o atendimento célere aos munícipes que, há tempos, são prejudicados pela letargia da Enel. Parabenizo o trabalho do presidente da CPI da Enel na Alesp, deputado Thiago Auricchio, que recentemente ouviu o então presidente da companhia e tem pressionado os dirigentes por melhorias nos serviços”, escreveu o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB).

Substituição

Em comunicado, a Enel anunciou que Guilherme Gomes Lencastre será o presidente interino da empresa no Brasil até que os trâmites administrativos sejam concluídos para que Antonio Scala assuma o comando da empresa. Sacla está na Enel há 18 anos.

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