ABC se prepara para o enfrentamento da varíola dos macacos

Principais mudanças estão sendo feitas nas UBSs e postos de saúde

Com o aumento no número de casos de varíola dos macacos na região, ABC realiza ações em diversas áreas para ajuda no combate e na prevenção da doença. As principais mudanças estão sendo feitas nas UBSs (Unidade Básica de Saúde) e postos de saúde, para melhorar atendimento, o diagnóstico e o monitoramento dos casos suspeitos e confirmados de varíola dos macacos.

Em entrevista ao RDtv, o médico sanitarista do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina do ABC, Homero Nepomuceno, acredita que a região do ABC ainda não se encontra preparada para enfrentar a doença. “Ao saber quais hospitais estão relacionados ao tratamento da doença na região, deveria ser necessário saber se os funcionários são capacitados, se o hospital possui os materiais necessários e se existem leitos separados para os pacientes”, afirma.

Ações nas cidades

Santo André, realiza ações de educação em saúde, distribuição material explicativo de apoio aos profissionais; material explicativo a população; construção do fluxo de atendimento; reuniões e capacitações para os profissionais. Além disso, a cidade otimizou fluxo da rede pública e privada para as amostras de exames serem encaminhados em tempo oportuno ao Instituto Adolfo Lutz. O município já contabilizou 20 casos da doença, sendo dez deles confirmados na semana epidemiológica, que ocorreu de 24 a 30 de julho.

Em São Bernardo são 21 casos de varíola dos macacos, sendo dois deles confirmados na última semana. Todos os funcionários da linha de frente foram treinados para de detecção e acolhimento dos casos suspeitos ou confirmados da doença. Os casos são atendidos tanto nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) como nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Se houver necessidade, são encaminhados para a avaliação de infectologista. A rede hospitalar está equipada com leitos de isolamento, mas até o momento, o tratamento destes pacientes está sendo feito em domicilio com acompanhamento das Equipes de Saúde da Família. A vigilância sanitária trabalha a conscientização da população, com a distribuição de cartazes e folhetos que contêm orientações de prevenção sobre a doença em todas as unidades de saúde da cidade, além de abordagem para os públicos e funcionários de casas de eventos noturnos.

São Caetano montou fluxo e estrutura de atendimentos no Cepadi (Centro de Prevenção e Assistência às Doenças Infectocontagiosas). O morador com sintomas, triado nas unidades ou em nossos hospitais, é direcionado ao Cepadi, que também atende livre demanda. A cidade possui um leito disponível no Complexo Hospitalar de Clínicas, mas até o momento ele não foi utilizado. Além disso, o município tem feito campanhas para conscientização em redes sociais e nas unidades de saúde informando as pessoas sobre formas de contágio e prevenção. Os profissionais da Saúde receberam fluxo de atendimentos desses pacientes logo que os primeiros casos chegaram à São Paulo e, também, tem recebido suporte e capacitação. Na última terça-feira (02/08),  mais de 150 profissionais da rede de Saúde participaram de um webinar, elaborado pela equipe de infectologistas da rede, sobre a monkeypox com informações sobre quadro clínico, diretrizes de atendimentos e manejo nos serviços de Saúde. Até o momento, quatro casos foram confirmados na cidade.

Mauá tem três casos confirmados da doença. O município parte das orientações do quadro clínico e da sintomatologia da doença para medidas de prevenção, promoção e conscientização da saúde da população. O monitoramento dos casos confirmados e contatos é realizado pelos profissionais de saúde da UBS de referência por 21 dias após o último contato com um paciente no período infeccioso. As quatro UPAs do município possuem 2 quartos com 1 leito para atendimento ncaso de pacientes que necessitem de isolamento, totalizando 8 leitos de isolamento na cidade.

Diadema conta com fluxo assistencial estabelecido para o atendimento da doença e toda a rede municipal está preparada para atendimento, diagnóstico e monitoramento dos casos suspeitos e confirmados de varíola dos macacos. Os técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) também têm orientado a rede privada do município sobre o atendimento dos casos suspeitos. Os profissionais da rede municipal têm passado por sensibilizações, recebido semanalmente materiais informativos sobre as atualizações de definição de caso, processo de notificação, fluxo assistencial, manejo clínico e outras orientações e discutido o tema em “Sala de Situação” com a participação de gestores e gerentes das unidades de saúde. Todos os pacientes diagnosticados no município estão cumprindo isolamento domiciliar e apresentando bom estado clínico, apenas com manifestações de pele e sendo monitorados pelas equipes das Unidades Básicas de referência com suporte da Vigilância a Saúde. Foram confirmados 12 casos de varíola dos macacos na cidade, entre eles quatro casos confirmados na Semana Epidemiológica e um caso na semana 30/22, referente ao período de 24 a 30 de julho.

Ribeirão Pires possui apenas dois casos da doenças e, Secretaria de Saúde da cidade finaliza um Plano Municipal de Contingência, que será divulgado na próxima semana. Além disso, já está estabelecido os processos de triagem e os informativos que serão distribuídos nas Unidades Básicas de Saúde e da Família, e em ações estratégicas durante as próximas semanas.

Procurada, a Prefeitura de Rio Grande da Serra não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

 

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