Em meio à tentativa de retomada da economia nacional com os debates de reformas no Congresso Nacional, o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), aguarda o resultado do estudo para saber qual será a nova vocação econômica do município.
Em entrevista ao canal RDtv, o tucano afirma que o caminho apontado até o momento é o investimento na área de tecnologia. O resultado da pesquisa será divulgado em outubro.
Com a ajuda de universidades e empresas, a ideia é criar um plano conjunto para buscar investimentos da iniciativa privada, mas em conjunto com outras ações na área universitária e técnica para tentar ajudar na formação da mão de obra qualificada. “Vai ser uma recuperação para que ninguém fale que foi improviso, que foi uma onda que depois passa, não, nós queremos aqui consolidar para ter o nosso parque tecnológico em Santo André, mas regional também, pois toda essa economia precisa girar para que haja retomada”, explica.
Há 10 anos com o projeto do parque tecnológico, Serra afirma que a propositura acabou criada “sem o recheio”, sem todos os investimentos detalhados, fato que, segundo o prefeito, atrasou a implantação da área, apesar das ações já criadas e que “adiantaram” parte do projeto do futuro equipamento.
Enquanto isso, o tucano aposta em outras ações para levantar investimentos, como a desburocratização para que empresas possam se instalar na cidade. Segundo dados da Prefeitura, o tempo caiu de seis meses para sete dias. Em outubro, todo o sistema será 100% informatizado.
Outra ação é a Lei de Incentivos Fiscais, protocolada no Legislativo, e que será pauta de votação em outubro. A intenção é criar vantagens para investimentos de novas empresas e das que já estão instaladas na cidade, com descontos em alguns impostos municipais. Serra afirma que empresas, como Tim, Pirelli e Braskem, investiram cerca de R$ 1 bilhão em Santo André.
Questionado sobre a possibilidade de a cidade contar com o polo de ferramentaria, Paulo Serra afirma que aguarda resposta do governo federal, até 31 de outubro, mas que considera importante que o Estado também faça a liberação dos créditos retidos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) das montadoras para investimento na área. São R$ 5 bilhões que estão nos cofres do governo estadual.
A ideia de Paulo Serra é emplacar novas ações para antecipar possível retomada econômica após a consolidação das reformas nacionais. “A economia, de forma macro, ainda não reagiu da maneira, no ritmo, na expectativa que havia no começo do ano. O ritmo da aprovação dessas reformas maiores – reforma da Previdência, reforma tributária – não ocorreu no ritmo que o governo desejava, mas sem dúvida que há certa reação e ainda a manutenção de uma expectativa de otimismo, que é muito importante”, afirma.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
