
O avanço das tecnologias e a chegada de novas marcas têm acelerado a adoção de veículos eletrificados no Brasil. Em 2025, o país registrou 223.912 emplacamentos de veículos leves eletrificados, um crescimento de 26% em relação a 2024, quando foram vendidas 177.358 unidades, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). A tendência de expansão segue forte em 2026: apenas em março, foram 35.356 veículos eletrificados emplacados, o maior volume mensal da série histórica da entidade, fazendo com que esses modelos representassem 14% das vendas de veículos leves no mês e reforçando a consolidação da eletromobilidade no mercado brasileiro.
Apesar da popularidade crescente, muitos consumidores ainda têm dúvidas sobre qual opção escolher: um carro 100% elétrico ou um híbrido. A resposta depende do estilo de vida, do padrão de uso do veículo e até da infraestrutura disponível para recarga.
Os carros elétricos (BEV) são movidos exclusivamente por baterias recarregáveis e não utilizam motor a combustão. Já os híbridos combinam um motor elétrico com um motor a combustão, que pode funcionar de forma alternada ou conjunta. Segundo Alan Ladeia, especialista no setor automotivo e CEO da Carflix, entender o funcionamento de cada tecnologia é fundamental para tomar uma decisão mais consciente.
“A escolha entre elétrico e híbrido não é apenas tecnológica, mas comportamental. O consumidor precisa analisar sua rotina, distância média percorrida e acesso a pontos de recarga para entender qual modelo realmente faz sentido no dia a dia”, afirma o especialista.
Entre os principais atrativos dos veículos totalmente elétricos estão a economia e a sustentabilidade. As vantagens dele são: zero emissão de poluentes durante o uso, custo menor por quilômetro rodado, manutenção reduzida, com menos peças mecânicas e condução mais silenciosa e tecnológica. Já as desvantagens estão na dependência de infraestrutura de recarga, tempo de abastecimento maior que o de um carro a combustão e preço inicial ainda mais elevado em muitos modelos.
Para Alan Ladeia, o perfil ideal do motorista de carro elétrico costuma ser urbano. “O elétrico combina muito com quem roda majoritariamente dentro da cidade e tem acesso fácil a pontos de recarga, seja em casa, no trabalho ou em condomínios.”
Já os híbridos surgem como uma espécie de “ponte” entre os carros tradicionais e os totalmente elétricos. E em suas vantagens se encontram maior autonomia, combinando motor elétrico e combustão, não depender exclusivamente de pontos de recarga, consumo de combustível mais eficiente e transição mais suave para quem está migrando da gasolina ou etanol. Já as desvantagens é que esse modelo ainda emite poluentes, tem a manutenção potencialmente mais complexa por ter dois sistemas e economia menor em comparação aos elétricos puros.
De acordo com Ladeia, esse tipo de veículo tende a agradar quem ainda não quer depender totalmente da infraestrutura elétrica. “O híbrido costuma ser a escolha de quem faz viagens frequentes ou ainda não tem acesso fácil a carregadores. Ele oferece eficiência energética sem mudar drasticamente a rotina do motorista.”
Na prática, a escolha entre um carro elétrico e um híbrido está diretamente ligada ao estilo de vida do motorista. Os modelos 100% elétricos tendem a ser mais indicados para quem circula majoritariamente em áreas urbanas, possui acesso fácil a pontos de recarga, seja em casa ou no trabalho, e busca menor custo de manutenção aliado a uma proposta mais sustentável e tecnológica.
Já os veículos híbridos atendem melhor quem realiza viagens com mais frequência, ainda não conta com uma infraestrutura de carregamento consolidada e deseja reduzir o consumo de combustível sem abrir mão da autonomia.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
