Região confirma 215 casos de sarampo e especialistas pedem atenção

Com exceção de Rio Grande da Serra que não informou o número de casos, as outras seis cidades da região contabilizaram 215 casos positivos de sarampo. De acordo com especialistas, o resultado negativo se dá principalmente pela falta de imunização do público-alvo da campanha – bebês de 6 meses a um ano de vida e jovens de 15 a 29 anos – que na região, contabilizaram somente 37,46% de adesão à campanha de imunização.

Santo André é o município que concentra o maior número de casos da doença no ABC, são 71 pacientes. Na sequência estão Mauá (53), São Bernardo (34), Ribeirão Pires (29), Diadema (16) e São Caetano (12). Rio Grande da Serra não informou.

Mesmo com a prorrogação da campanha estadual na região, com o Dia D em algumas cidades, a adesão continua abaixo da média do Ministério da Saúde em imunizar ao menos 90% da população. Em Diadema, mais de 76% do público-alvo ainda não se vacinou, somente 25,5 mil doses foram aplicadas. Mauá também ficou abaixo da média, atingiu somente 23% da população, enquanto em São Bernardo foram 28% vacinados, Santo André (30%), São Caetano (53%) e por fim Ribeirão Pires com a maior cobertura vacinal, 66% da população imunizada.

Para aumentar a cobertura, Santo André não só prorrogou a campanha nas 30 unidades de saúde do município como também ampliou os horários de atendimento em algumas delas: Vila Luzita, Jardim Carla, Santo Alberto, Paraíso, Centro e Utinga, que ficarão abertas até às 19h. Já a unidade do Parque Miami funcionará até às 21h, em horário especial para quem trabalha.

Segundo o gerente da Vigilância Epidemiológica e Sanitária da cidade, Antonio Sergio Faria, a ação tem como objetivo conter o avanço da doença e ampliar o número de vacinados na cidade. “Ampliamos para atender principalmente as pessoas que trabalham e não conseguiram aproveitar a ação. Não há método mais eficiente que a vacina, e para que o número deixe de crescer, é necessário a imunização”, alerta.

A última epidemia de sarampo registrada no Estado foi em 1997, quando 24 mil pessoas foram infectadas e 23 delas morreram. A doença, que não tem um tratamento específico, foi erradicada no País durante quase cinco anos, e voltou a chamar atenção após contabilizar contaminações em diversas cidades do Estado.

Segundo o infectologista do Hospital e Maternidade Christóvão da Gama, Ivan Silva Marinho, a proteção vai além do caráter individual, envolve também o coletivo. “A culpa do retorno do sarampo são as pessoas não imunizadas, e a convivência com essa população expõe toda a sociedade”, explica. Diferente do que muitos pensam, a dose da vacina não faz mal e não traz qualquer risco à saúde do ser humano. “Ao contrário, a vacina estimula anticorpos na proteção da doença”, afirma.

Quem perdeu a caderneta ou não sabe se tomou a segunda dose da vacina, a recomendação do especialista é que receba outra dose da vacina tríplice viral SRC (Sarampo/Caxumba/Rubéola). “Na vida, as pessoas devem tomar duas doses da vacina para uma proteção duradoura”, acrescenta. O sarampo é altamente contagioso. A transmissão ocorre por um vírus, de pessoa para pessoa, por meio de tosse e secreções.

Para se vacinar, basta comparecer a um dos postos de saúde da região com documento com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. Em todas as cidades é possível encontrar doses da vacina para o público-alvo da campanha.

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