Com a proximidade do Natal, empresas do setor de cestas natalinas intensificam a preparação dos pedidos para atender principalmente ao mercado corporativo. No ABC, os preços partem de R$ 53,90 e chegam a R$ 812,90, conforme a quantidade e a composição dos produtos. Empresas consultadas pelo RD apontam reajustes de 4% a 10% em relação ao ano passado, além de mudanças no perfil dos pedidos e nas formas de presentear funcionários.
No Joanin Supermercados, a procura está no mesmo patamar do ano passado e ainda é considerada fraca neste início de novembro. A expectativa, porém, é de aumento das encomendas na segunda quinzena do mês, período que costuma concentrar os pedidos das empresas. Alécio Castaldelli Junior, diretor de Recursos Humanos da rede, observa um discurso mais pessimista entre os clientes corporativos diante do cenário econômico e das perspectivas para 2027.

A rede disponibiliza 10 versões de cestas, com valores entre R$ 53,90, para a opção com 17 itens, e R$ 812,90, para o modelo mais completo, com 25 produtos. Também há possibilidade de personalização das composições, conforme o orçamento e o perfil do comprador. O reajuste em relação a 2025 ficou entre 4% e 5%, de acordo com Castaldelli, em razão da inflação e das mudanças na legislação tributária.
Na Real Cestas, em Santo André, a avaliação sobre a procura é mais positiva. O diretor comercial Gustavo Defendi considera a demanda muito alta e destaca uma mudança no perfil dos pedidos, com maior interesse por modelos completos, que incluem produtos para toda a família. “A Cesta de Natal se consolidou como um presente das empresas para seus colaboradores e suas famílias”, afirma.
A Real dispõe de 18 versões de cestas, divididas em quatro categorias, identificadas pelas cores verde, azul e vermelha, além das opções em baús artesanais. Os preços variam de R$ 70 a R$ 800, com possibilidade de personalização de marcas, quantidade e tipos de produtos. A Real Cestas aplicou reajuste médio de aproximadamente 10% nos modelos tradicionais em relação ao ano passado, conforme Defendi, em resposta às oscilações do mercado e da economia.
Apesar da procura alta, a projeção da Real Cestas é manter o volume de vendas de 2025. A empresa também aposta na flexibilização das formas de pagamento para ajudar os clientes a manterem o benefício de fim de ano. “Sem crescimento e valorizando o bom atendimento aos nossos clientes”, resume o diretor comercial ao explicar a expectativa para a temporada.
Cestas ou cartões-presente
As empresas representam a principal parcela dos compradores das duas redes, mas o perfil dos pedidos também inclui consumidores que buscam presentes para familiares, amigos, funcionários domésticos e porteiros.
No Joanin, as encomendas corporativas têm maior peso nas vendas do segmento, em razão do número de funcionários atendidos por cada contrato. Uma mudança observada pela rede nos últimos anos é a substituição das cestas físicas por cartões-presente com valores definidos pelas empresas. O Joanin também oferece essa alternativa, que permite ao funcionário escolher produtos nas lojas. Na Real Cestas, além das encomendas corporativas, há clientes particulares que compram os kits para consumo próprio, presentes e doações.
Para este Natal, o Joanin pretende superar o resultado do ano passado. A compra inicial da rede foi semelhante à de 2025, mas os fornecedores já estão preparados para atender a um pedido extra de aproximadamente 10% do volume adquirido. A estratégia considera a concentração das encomendas na segunda quinzena de novembro.
Produtos tradicionais e novidades
As composições mantêm itens associados à ceia natalina, como panetone, espumante, lentilha e massas, além de produtos para sobremesa, entre eles pêssego em calda, ameixa seca e torrone. A uva-passa, alvo de opiniões divididas, também aparece nos modelos comercializados pelo Joanin. Na Real Cestas, Defendi destaca o aumento da procura por panetones da Casa Suíça, marca que, conforme o diretor, teve boa aceitação nos últimos dois anos.
A inflação dos alimentos ajuda a contextualizar os reajustes informados pelas empresas. Em outubro, o grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,88% no IPCA-15, prévia da inflação oficial. Os alimentos consumidos em casa tiveram aumento de 1,01% no mês. Em 12 meses, as variações foram de 5,34% e 4,89%, respectivamente, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os índices não representam diretamente a variação dos preços das cestas, mas oferecem um parâmetro sobre o comportamento dos custos no setor.
Como encomendar
No Joanin, os pedidos podem ser feitos pelo departamento de vendas, pelo telefone (11) 4223-4588 ou pelo e-mail vendas@joanin.com.br. A rede também comercializa cartões-presente. Informações sobre essa opção estão disponíveis pelo telefone (11) 4223-4588 ou pelo e-mail cartaoconvenio@joanin.com.br.
A Real Cestas comercializa unidades avulsas em suas lojas, sem necessidade de reserva, e aceita pedidos corporativos com agendamento de entrega. Para entregas, o pedido mínimo é de R$ 300. Os modelos, preços e composições podem ser consultados em https://www.realcestasloja.com.br/ e https://realcestas.com.br/cestas-natal/. Os endereços das lojas estão disponíveis em https://realcestas.com.br/lojas/. O atendimento comercial ocorre pelo telefone (11) 92746-9715.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
