“Quem tem dor, tem pressa”: São Bernardo realiza conferência sobre cuidados paliativos na rede municipal (Fotos: Divulgação/PMSBC)
O Complexo de Saúde de São Bernardo realiza até esta sexta-feira (9/10) o 1º Simpósio de Cuidados Paliativos da Rede de Atenção à Saúde (RAS). Iniciado na quarta-feira (7/10), o evento acontece no Hospital de Câncer Padre Anchieta e reúne profissionais de diferentes áreas para a troca de experiências e discussão sobre o cuidado integral aos pacientes.
Com o tema “Quem tem dor, tem pressa”, a programação aborda o manejo da dor, assistência domiciliar, cuidado multiprofissional e com os profissionais de saúde.
Promovido pela Comissão de Cuidados Paliativos do Hospital de Câncer Padre Anchieta, o simpósio é o primeiro evento técnico-científico sobre o tema na Rede de Atenção à Saúde de São Bernardo. A iniciativa também representa o avanço do Complexo na integração dos cuidados paliativos entre os diferentes serviços da rede.
Integração
Para a coordenadora e médica paliativista do Complexo de Saúde de São Bernardo, Eliane Haider, a realização do congresso é um marco para o serviço público de saúde. “Dessa forma é possível divulgar o que vem sendo feito localmente, no Brasil e no mundo, promovendo troca de impressões e experiências entre os participantes”, destaca.
Segundo Eliane, o Complexo avança, nos últimos anos, na integração dos cuidados paliativos à rede. O trabalho, que começou com iniciativas em serviços específicos, é ampliado para diferentes unidades, e atualmente incluí o Hospital das Clínicas, Hospital de Urgências, Hospital da Mulher e UPAs, além do próprio Hospital do Câncer Padre Anchieta.
Manejo da dor
O tema central do simpósio está alinhado à campanha de 2026 do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, celebrado no segundo sábado de outubro, que destaca o controle da dor como parte essencial dos cuidados paliativos. Para Eliane, o manejo da dor é um desafio cotidiano da assistência à saúde e o controle de sintomas é uma das bases deste tipo de cuidado.
A cirurgiã de cabeça e pescoço e médica paliativista que atua na assistência em cuidados paliativos no Hospital de Câncer Padre Anchieta, Juliana Cristina Pacheco, explica que controlar a dor vai além de reduzir sua intensidade. “Quando conseguimos aliviar a dor, o paciente muitas vezes volta a dormir, alimentar-se, movimentar-se e participar mais ativamente da própria vida. Consegue estar com sua família, conversar e fazer escolhas com mais tranquilidade”, afirma.
A programação do simpósio inclui, ainda, discussões sobre a história dos cuidados paliativos no Brasil, o papel da enfermagem, atenção às condições crônicas, cuidados paliativos no domicílio, assistência pediátrica, protocolos para manejo da dor e o cuidado com a saúde emocional dos profissionais.