
São Bernardo apresentou, no 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde (CSHS), realizado em Manaus (AM), uma pesquisa sobre comunicação de riscos e vigilância popular em saúde em áreas de vulnerabilidade socioambiental. O trabalho foi representado pela diretora da Escola de Saúde do município, Priscila Patrícia da Silva.
A pesquisa é desenvolvida em parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde, o Instituto de Saúde do Estado de São Paulo, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Fiocruz-RJ e a PUC-SP, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por meio do Programa de Pesquisa para o SUS.
Intitulado “Dengue, mudanças climáticas e estratégia de enfrentamento: uma reflexão para a vigilância popular a partir de São Bernardo”, o estudo analisa as estratégias adotadas pelo município no combate à dengue, incluindo o uso de drones, nebulização, estações disseminadoras de larvicidas e capacitações para agentes comunitários de saúde.
“Os dados mostram que ainda há um esforço a ser feito para permitir e garantir a participação popular nas estratégias de vigilância, o que abre uma porta importante para o desenvolvimento do projeto de vigilância popular no município”, destacou Priscila.
A diretora também ressaltou a importância de incorporar a participação das comunidades às políticas de saúde. “Fica evidente a necessidade de reorientação das estratégias de vigilância em saúde, com a incorporação de abordagens territorializadas, participativas e intersetoriais. O enfrentamento das arboviroses exige não apenas inovação tecnológica, mas também inovação social e política na organização das práticas de saúde”, afirmou.
Pesquisa
A pesquisa “Comunicação de Riscos para a Vigilância Popular em Saúde em Áreas de Vulnerabilidade Socioambiental” busca mapear e diagnosticar como é feita a comunicação sobre os riscos de arboviroses em São Bernardo, tanto por órgãos públicos quanto por iniciativas espontâneas das próprias comunidades que vivem em áreas de vulnerabilidade socioambiental.
Promovido pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o congresso reuniu pesquisadores, profissionais, gestores e estudantes para discutir os desafios da saúde coletiva e suas relações com as ciências sociais e humanas.
Para Priscila, a apresentação do estudo contribuiu para ampliar o debate sobre dengue, mudanças climáticas, comunicação de riscos e participação popular na vigilância em saúde.
“Apresentar essa pesquisa em um espaço de tamanha relevância foi uma oportunidade de compartilhar conhecimentos e ampliar perspectivas sobre os desafios contemporâneos, especialmente em contextos de vulnerabilidade socioambiental”, afirmou a diretora, que também agradeceu aos pesquisadores, profissionais e instituições envolvidos no desenvolvimento do trabalho.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
