A servidora pública Neon Cunha (PT) está em sua segunda candidatura para deputada estadual. Em entrevista ao RDtv da última terça-feira (08/09), a candidata apontou que entre as suas principais bandeiras de campanha está a defesa da democracia e daqueles que estão “invisíveis” para o Estado, e que precisam de representação na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).
“A gente está num processo eleitoral de uma apatia muito grande da sociedade e a gente se vê num processo de responsabilidade dessa construção, dessa defesa de democracia. Mas mais do que isso, um compromisso a partir da minha história de vida, a partir da vivência de minha mãe, dos meus pais, da construção, dos sonhos dessas pessoas que são migrantes do norte de Minas, que encontram aqui no ABC em São Bernardo uma possibilidade de consumir suas vidas.”, comenta.

A petista participou recentemente de uma reunião na Comissão Internacional de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos, e falou sobre um dos grupos “invisíveis” que é das mulheres trans. Casos de violência, como que aconteceu com Kathallyn Fantyny, de 37 anos e que foi esquartejada em São Bernardo, precisam de um apoio maior do Estado. Mesmo que muitas já recebam apoio de grupos do terceiro setor.
Neon relembrou trabalhos realizados por comunidades para idosos e crianças em situação de vulnerabilidade e entende que falta um olhar mais claro do Poder Público para ajudar esses grupos. E no olhar da candidata, os eleitores estão cada vez mais atentos sobre isso.
“Nas andanças que eu tenho, que elas não se encerram em candidatura, até porque eu sou uma ativista, sou uma pessoa que contribui com muitos espaços de formação e faço um destaque muito relevante às promotoras populares, às promotoras legais populares, não só do ABC, como de São Paulo, do interior de São Paulo também, antes mesmo da pré-campanha, já estava fazendo questões, fazendo uma série de atividades nos interiores, aliás, Brasil afora, porque isso foi muito ligado ao movimento de mulheres negras, especialmente, e algumas outras pautas, e mesmo assim por ser considerada uma mulher, com muitas aspas aqui, mas com o máximo respeito, uma mulher intelectual, então você contribui para uma transformação social, e sim, de maneira muito objetiva, ontem eu estava no Grito dos Excluídos, também depois passei em vários lugares, o encontro na rua com as pessoas me dá essa certeza que elas estão carentes de uma candidatura como essa.”, exemplifica.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
