
Em 2026 o ABC já chegou à marca mensal de quase seis mil postos de trabalho de saldo, ou seja, a diferença entre admissões e demissões; esse patamar foi alcançado em fevereiro, o melhor mês de contratações até o momento. Divulgado nesta sexta-feira (28/08), o resultado do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho, referente ao mês de julho, fica muito abaixo do segundo mês do ano, o saldo de empregos foi de apenas 671 vagas, que equivale a 11,2% do atingido em fevereiro. O saldo de julho é resultado das 40.234 admissões e das 39.563 demissões naquele mês. A área da construção civil foi a que mais gerou empregos no período.
Seis das sete cidades da região fecharam o mês com saldo positivo, exceto Santo André, que teve mais demitidos que contratados, fechando o mês com saldo negativo de 537 vagas. A cidade foi a segunda maior em contratações no mês, mas também a que mais demitiu o que deixou um importante saldo negativo. As empresas do município contrataram 12.925 trabalhadores em julho, mas demitiram 13.462.
O melhor saldo de empregos em julho foi o de São Caetano. A cidade teve 5.840 admitidos e 5.177 empregados dispensados em julho, números que resultaram no saldo de 663 vagas. Com 304 postos de trabalho de saldo, São Bernardo teve o segundo melhor resultado da região em julho. Na cidade foram contratados naquele mês 13.307 trabalhadores e demitidos 13.003.
Diadema foi terceiro lugar na geração de empregos, segundo o Caged, em julho. A cidade teve 126 vagas de saldo, resultado das 3.773 contratações e 3.647 demissões. Mauá, que contratou em julho 3.460 trabalhadores e demitiu 3.364, ficou com saldo de 66 vagas o que a coloca na quarta colocação no ABC, seguida de Rio Grande da Serra, com 31 vagas de saldo, resultado das 127 contratações e as 96 demissões no período. Já Ribeirão Pires fechou o mês com 802 contratações, 784 demissões e saldo de 18 vagas.
Setores
A área da construção foi a que salvou o nível de emprego no mês de julho no ABC. O segmento respondeu sozinho por 58,7% do saldo de vagas do ABC. Das 671 vagas do saldo da região, 394 foram para estas empresas. O setor contratou 3.064 pessoas e demitiu 2.670 em julho.
A indústria seguiu como a segunda em nível de emprego, com saldo de 314 vagas, 46,8% do saldo da região. O setor contratou 4.882 pessoas e demitiu 4.568.
O setor de serviços deixou saldo de 35 vagas e é o que tem maior volatilidade no emprego, com o maior volume de contratações (24.418 vagas), mas também responde pelo maior número de demissões (24.383).
O comércio foi o que mais demitiu proporcionalmente ao número de vagas geradas fechando com saldo negativo o mês de julho em 74 vagas. Foram geradas no período 7.867 empregos no setor e 7.939 demissões.
Janeiro a julho
Se São Caetano foi o destaque positivo em saldo de vagas no mês de julho, o número, no entanto não recupera resultados negativos ao longo do ano. Considerando os sete meses apurados pelo Caged, a cidade amarga saldo negativo de empregos de 960 vagas. De janeiro a julho São Caetano abriu 39.340 vagas, mas no mesmo período demitiu 40.300 trabalhadores.
Considerando os sete meses, São Bernardo aparece com o melhor resultado da região no saldo de empregos, com 4.201 vagas, resultado das 99.667 contratações e das 95.466 demissões. Em seguida aparece Santo André com saldo de 3.851 vagas (97.691 contratações e 93.840 cortes).
Com saldo de 1.380 vagas (25.353 admissões e 23.973 demissões), aparece Mauá na terceira melhor colocação do ABC. A cidade é seguida por Diadema, que, porém vem vem atrás, com 626 vagas de empregos no saldo dos sete meses, resultado das 26.718 admissões e 26.092 demissões.
Ribeirão Pires tem saldo de 196 vagas de emprego de janeiro a julho (5.721 contratados e 5.525 dispensados) e Rio Grande da Serra é a penúltima colocação do ABC, mas ainda com saldo positivo de 63 vagas (652 empregos gerados e 589 demissões).
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
