
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta quinta-feira (30/08), que a Trívia Trens cumpriu todos os requisitos técnicos para assumir as linhas de trem que pertenciam à CPTM até o início deste ano. O chefe do Executivo paulista também afirmou que a melhora nos serviços de transporte sobre trilhos não ocorre de forma automática após privatizações e concessões, mas depende de um processo de longo prazo.
As declarações foram feitas durante sabatina organizada pela rádio CBN e pelos jornais O Globo e Valor Econômico.
“Quando você faz uma análise de requisito técnico operacional e requisito técnico profissional, eu posso dizer que a empresa Trívia Trens tem esses requisitos, até porque, se não tivesse, ela seria desclassificada no certame”, disse Tarcísio, ao citar que o grupo controlador da companhia tem experiência comprovada em outros modais de transporte, como o aéreo, além de operações do VLT na Baixada Santista e nas redes de metrô de Belo Horizonte e Salvador.
Tarcísio reconheceu, porém, que, após o período de transição entre a CPTM e a Trívia Trens, houve uma série de problemas que incomodaram a gestão. “Foram três dias seguidos de problema e esses problemas eram muito graves, e a resposta da empresa foi ruim. A gente falou: ‘Opa, vamos dar o passo atrás’. E aí só é uma questão que precisa deixar claro: não chegou a ser inusitado, porque essa previsão estava no contrato. A regulação tinha o poder de dar o passo atrás e retomar a operação com a CPTM, que foi o que a gente fez”, detalhou Tarcísio, ao afirmar que a experiência servirá para a gestão rever protocolos.
Segundo o governador, a intenção é melhorar a qualidade do transporte no Estado, mas esse processo ocorre em uma velocidade inferior à esperada pela população. “Por que a gente fez a concessão? Por que a gente resolveu passar isso para a iniciativa privada? Não é ter que fazer concessão por concessão ou um dogma de que a iniciativa privada sempre vai fazer melhor alguma coisa para o poder público. Eu não acredito nisso. A ideia era mobilizar investimento e mobilizar esse investimento num prazo mais curto”, disse.
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