O professor de ensino fundamental e historiador Denis Grillo (PSOL) está em sua primeira campanha para deputado estadual. Ao RDtv dessa terça-feira (18/08), o educador detalhou sobre suas duas principais bandeiras: a neurodivergência e a educação. Diagnosticado com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e com filho com diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista) com o nível 3 de suporte, Grillo detalha a necessidade de um debate mais intenso sobre o assunto no Poder Público, principalmente visando a inclusão.
“A gente lida, para nós, o ponto de partida é sempre mais difícil para a causa PCD. Então, acho que o maior motivador nesse momento é a inclusão, mas de alguém que está na sala de aula há 18 anos. Eu sou professor da rede pública com formação em História, especialização em História da África, já dando aula no Estado há 18 anos, já passei para as aulas de Geografia também, Filosofia e Sociologia. Pelas áreas das Ciências Humanas de uma forma geral, tanto no ensino particular quanto no público, mas há 18 anos, concursado efetivamente no Estado de São Paulo.”, iniciou.
“E a gente sofre todas as mazelas possíveis. E há três anos eu estou também como professor de Educação Física, que é minha outra formação da Pedagogia, no município de São Paulo, então também sei como é a realidade no município de São Paulo. E por ser transeunte de diversas cidades e bairros, a gente passa a ter uma noção da educação de maneira mais abrangente e também interseccional.”, seguiu.

Grillo entende que é necessário a contratação de profissionais especializados para este acolhimento nas escolas e nos demais locais, não apenas nos momentos em que a criança e/ou adolescente passa por tratamento. Também defende o aumento do número de centros de referência que possam dar esse suporte para a comunidade atípica.
Na Educação, também entende a necessidade de ações mais incisivas para a valorização dos profissionais, entre elas, o aumento imediato do salário dos educadores do Estado em 70%.
“Eles (governantes) nos exigem muita coisa, hoje há uma burocratização enorme, e com a plataformização, com as exigências que vêm acontecendo, de cada vez mais números, essa industrialização da educação, essa desumanização da educação, leva o professor ao extremo, e aí o professor vai adoecer, ele precisa ter, às vezes, inclusive três empregos, que, às vezes, não bastam para ter uma dignidade, e isso, obviamente, vira uma máquina de moer gente, que é também resultado dessa cultura capitalista que valoriza mais o ter do que o ser.”, explica.
Em 2025, o Estado de São Paulo tinha o salário médio de R$ 5.565 como remuneração inicial para a jornada de 40 horas semanais, ficando como o 16º melhor salário para professores. O Mato Grosso do Sul ficou em primeiro nesse ranking com um salário médio de R$ 13.007,12.
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