
Moradores e comerciantes de São Caetano relatam uma série de furtos de hidrômetros, conhecidos como “relógios de água”, em diferentes pontos da cidade. Segundo os relatos, os casos ocorrem desde 2025 e foram registrados em locais como a avenida Kennedy, alameda Conde de Porto Alegre, rua Tereza Campanella, rua São Francisco, rua Alegre e rua Guaporé.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um hidrômetro é furtado na alameda Conde de Porto Alegre. Segundo informações divulgadas sobre o caso, o crime ocorreu na noite desta quinta-feira (06/08), por volta das 23h.
Também na quinta-feira, a esteticista Flávia Fernanda Deberaldini de Souza foi visitar a mãe, que mora na rua São Francisco, e descobriu que o imóvel em frente havia sido alvo de furto.
“Minha mãe mora numa casa que é fundo. Então, na hora que eu cheguei, a água estava lá escorrendo e aí a vizinha falou: ‘Um moleque acabou de roubar o relógio’. Eu chamei a polícia”, conta.
Segundo Flávia, o vazamento foi contido pelo marido da vizinha, que realizou o reparo emergencial no local.
O comerciante Edelice Maria Vitali, morador de São Caetano, afirma que os furtos de hidrômetros não são recentes. Ele conta que teve o equipamento de seu comércio furtado em 2025 e que, antes disso, uma tentativa de furto já havia causado danos à instalação.
“No meu caso foram dois. Um em uma semana, que tentou roubar e não conseguiu, aí quebrou e eu tive que mandar arrumar. Depois, na semana seguinte, conseguiu roubar e aí eu tive que fazer a troca”, relata.
Edelice também afirma que, em outra ocasião, um indivíduo tentou retirar o hidrômetro, mas foi visto por um guarda e fugiu. Segundo ele, mesmo sem conseguir levar o equipamento, o suspeito deslocou o cano, que precisou ser reparado.
Em seguida, o comerciante teve novamente o hidrômetro furtado. “Já tinha fechado a loja, aí uma pessoa me chamou no Instagram e mandou um vídeo dizendo que já estava vazando água. Já tinham roubado, porque eu não tenho câmera externa, então já tinham roubado e estava vazando água”, conta.
O problema, segundo Edelice, se agravou porque o caso aconteceu durante o fim de semana. Ele afirma que teve dificuldades para conseguir atendimento emergencial do Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental de São Caetano do Sul (Saesa).
“O problema é que era fim de semana e o Saesa não tem trabalho de emergência, não tem um contato de emergência que você possa pedir socorro. Então eu acabei acionando um amigo que trabalha no Saesa para ver se ele tinha alguém pelo menos para fechar a água. Senão, ia ficar o fim de semana todo vazando água, e aí ele conseguiu acionar um funcionário deles”, relata.
Após o furto, Edelice registrou um boletim de ocorrência e posteriormente apresentou o documento ao Saesa para evitar uma cobrança indevida pelo volume de água perdido com o vazamento. Segundo ele, sem a comprovação do furto, a conta poderia chegar a cerca de R$ 800.
Ainda não há informações oficiais sobre a motivação ou a extensão dos furtos de hidrômetros na cidade.
A Prefeitura de São Caetano e o Saesa foram procurados pelo RD para informar se há registros oficiais dos casos, quais medidas estão sendo adotadas e se existe orientação aos moradores em situações de furto e vazamento, mas não haviam respondido até o fechamento desta reportagem.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
