Esquema causou prejuízo estimado em cerca de R$ 400 mil aos cofres públicos (Foto: reprodução/Instagram/@vivaabc)
Três pessoas foram presas nesta quinta-feira (6/8) suspeitas de integrar um esquema de fraude para obter medicamentos de alto custo no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava documentos falsificados e cadastros irregulares para retirar os remédios, o que causou um prejuízo estimado em cerca de R$ 400 mil aos cofres públicos.
Entre os detidos estão dois irmãos e um terceiro suspeito, apontado pela Polícia Civil como responsável por coordenar a ação criminosa. Os investigados devem responder por estelionato e associação criminosa e permanecem à disposição da Justiça.
A ação teve início após policiais militares abordarem um dos suspeitos ao deixar o Hospital Mário Covas. Durante a abordagem, foram apresentadas informações contraditórias, além da alegação de representação legal de diversos pacientes.
Enquanto a ocorrência era registrada no 1º Distrito Policial de Santo André, a direção da unidade hospitalar informou que outra pessoa tentava retirar medicamentos utilizando o mesmo procedimento. Os policiais retornaram ao hospital e realizaram a prisão em flagrante da segunda suspeita. Ao todo, o grupo tentou retirar 25 caixas de somatropina, medicamento avaliado em aproximadamente R$ 450 mil.
De acordo com as investigações, a quadrilha utilizava processos administrativos e receituários médicos falsificados para retirar a medicação em nome de pacientes inexistentes ou com documentação fraudulenta. A somatropina é um hormônio do crescimento indicado para tratamentos específicos de pacientes com deficiência hormonal, mas, de acordo com a Polícia Civil, também pode ser procurada ilegalmente para uso associado a anabolizantes.
Segundo a investigação, há indícios de que o grupo atuava havia cerca de um ano. A fraude começou a ser identificada após uma auditoria interna do Hospital Mário Covas encontrar inconsistências em processos administrativos, como a utilização da mesma fotografia em diferentes cadastros.
A investigação foi oficialmente iniciada na segunda-feira (3), após a gerente da farmácia da unidade registrar boletim de ocorrência informando que receituários médicos apresentavam indícios de falsificação. Conforme o registro policial, ao menos 15 processos administrativos suspeitos tiveram origem na Farmácia de Medicamentos de Alto Custo do Poupatempo de São Bernardo e, posteriormente, foram encaminhados ao Hospital Mário Covas para a dispensação dos medicamentos.
O caso segue sob investigação para identificar a extensão da fraude e apurar se há outros envolvidos no esquema.