
A Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Santo André finalizou mais uma etapa do Plano de Recuperação de Área Degradada aplicado na rua Rio Oiapoque, no Parque Miami, às margens da Represa Billings. Um terreno de aproximadamente 1,5 mil m² recebeu o plantio de 245 árvores nativas da Mata Atlântica, com participação de servidores públicos e da comunidade local.
A área estava severamente degradada em decorrência de ocupações irregulares, descarte inadequado de resíduos e desmatamento. Por configurar uma área classificada como R4 (Risco Muito Alto) para desastres geológicos, com alta suscetibilidade a deslizamentos de terra, o local exigiu uma atuação integrada.
Como medida de mitigação de riscos e preservação de vidas, a Defesa Civil, em articulação com as secretarias de Desenvolvimento Urbano e Habitação e de Assistência Social, efetuou a interdição e a desocupação de 19 moradias em condições precárias de vulnerabilidade.
A iniciativa seguiu as diretrizes do Plano Municipal de Redução de Risco e, agora, o local deixou de integrar o mapa de áreas de risco do município.
Após a desocupação, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) realizou a limpeza do terreno, com a remoção de mais de 12 toneladas de resíduos. Depois, foram iniciadas as obras de estabilização dos taludes, seguidas pelo reflorestamento.
“Estamos intensificando as ações de fiscalização, conservação, preservação e recuperação ambiental em Santo André, pois temos o compromisso de garantir, cada vez mais, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, com mais qualidade de vida e proteção à nossa população e aos ecossistemas”, diz o prefeito Gilvan Ferreira.
Política de resiliência
Para o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos, também responsável pela gestão do Semasa, o PRAD (Plano de Recuperação de Área Degradada) é uma importante política de mitigação, prevenção e resposta aos desafios climáticos.
“Ao recuperar as características de uma área degradada, ampliamos o sequestro de gás carbônico, reduzimos a emissão de gases de efeito estufa, evitamos a erosão do solo, recuperamos os serviços ecossistêmicos e contribuímos para a melhoria da qualidade hídrica, com mais resiliência climática”, explica.
Ou seja, essa política pública é uma importante ferramenta de gestão ambiental para reconstruir o ecossistema e devolver as funcionalidades físicas, químicas e biológicas do solo, da água e da vegetação.
O reflorestamento envolveu mais de 40 espécies arbóreas, entre elas aroeira-pimenteira, pata-de-vaca, araçá-amarelo, cereja-do-rio-grande, grumixama, pitanga, jequitibá-branco, jacarandá-caroba e ipês. O plantio comunitário contou com apoio das empresas Cyrela — que doou as mudas — e SPMar, concessionária responsável pelos trechos sul e leste do Rodoanel.
Após o plantio, a área terá monitoramento e manutenção até que a floresta consiga se desenvolver por conta própria.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
