
O Dia dos Pais, neste domingo (09/08), reforça uma das datas mais importantes para o setor de bares e restaurantes na Região. A expectativa do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do ABC) é de crescimento entre 5% e 10% no faturamento em comparação ao mesmo período do ano passado e de 76% no movimento em relação a um domingo comum.
Representando 34.603 estabelecimentos dos sete municípios da Região, responsáveis por uma estimativa de mais de 103,8 mil postos de trabalho, o presidente do Sehal, Beto Moreira, ressalta a tradição da data.
“O Dia dos Pais é uma das datas significativas para os restaurantes. Tradicionalmente, as famílias gostam de se reunir à mesa para celebrar esse momento especial, e isso ajuda a fortalecer os estabelecimentos”, afirma o presidente do Sehal, Beto Moreira.
Além da representatividade empresarial, o sindicato também atua na qualificação profissional do setor. Desde 1997, já formou 38.648 alunos em cursos de capacitação realizados em sua sede e também por meio do Restaurante Escola, desenvolvido em parceria com a Prefeitura de São Bernardo do Campo entre 2010 e 2016.
Segundo o diretor financeiro do Sehal e empresário do Restaurante Canoa Quebrada, em Ribeirão Pires, César Ferreira, o clima entre os empresários é de confiança para a data. “O setor de gastronomia e food service entra na semana do Dia dos Pais com uma expectativa positiva de movimento. A projeção é de crescimento entre 5% e 10% no faturamento bruto em relação ao ano anterior, um otimismo que acompanha a pesquisa nacional da Abrasel (a associação do setor), segundo a qual 76% dos estabelecimentos esperam aumento nas vendas neste domingo”, reforça.
Expectativa X rentabilidade
Apesar da expectativa favorável, César Ferreira ressalta que o aumento do movimento não significa, necessariamente, maior rentabilidade. “O nosso sentimento no balcão é ver as casas operando em plena capacidade e as famílias retornando às mesas para celebrar. Porém, o grande desafio da nossa categoria continua sendo a conversão desse volume em margem real de lucro”, explica.
De acordo com o diretor, o setor ainda enfrenta reflexos do longo período de recuperação econômica. Atualmente, cerca de 35% das empresas operam com rentabilidade considerada saudável, enquanto aproximadamente 40% trabalham no ponto de equilíbrio, sem lucro significativo. Outros 25% ainda enfrentam prejuízos acumulados e dificuldades decorrentes do endividamento, dos juros elevados e da inflação dos alimentos.
“A inflação no setor de alimentos e a taxa de juros elevada comprimem a margem de lucro dos estabelecimentos. Muitos empresários do ABC absorvem parte desses custos para evitar repasses integrais ao consumidor e manter os restaurantes cheios. O resultado é um setor que trabalha com grande volume de clientes, mas com uma lucratividade proporcionalmente menor”, conclui César Ferreira.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
