
Mauá, atendida pela BRK Ambiental nos serviços de esgotamento sanitário, somou 470,48 pontos no levantamento, com avanços consistentes na ampliação e eficiência dos serviços. O estudo foi elaborado com base em dados oficiais do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), referentes a 2024.
Enquanto a média de tratamento de esgoto em municípios com mais de 100 mil habitantes apontada pelo ranking é de 38,73%, Mauá já alcançou 91% de tratamento e 95% de coleta de efluentes, com indicadores que antecipam em uma década as metas estabelecidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento.
De acordo com a gerente de operações da BRK em Mauá, Viviane Moraes, a evolução resulta de investimentos contínuos na infraestrutura. Há pouco mais de 20 anos, o município tinha 77% de coleta e não realizava tratamento de esgoto.
“Investimentos de cerca de R$ 260 milhões ampliaram o sistema de esgotamento sanitário, com a implantação da ETE Mauá, a construção de estações elevatórias e a expansão da rede coletora, que hoje soma 615 quilômetros. As obras foram fundamentais para a interligação dos sistemas e a melhoria dos serviços”, afirma.
Impactos diretos na saúde da população
O levantamento também evidencia a relação entre saneamento e saúde pública. Entre os municípios de grande porte, a taxa média de internações por doenças de veiculação hídrica passa de 31,94 por 100 mil habitantes, com reflexos na saúde da população.
A disposição adequada do esgoto, como ocorre em Mauá, ajuda a prevenir hospitalizações relacionadas a doenças de veiculação hídrica, como diarreia, disenteria bacteriana, febre tifoide, cólera, leptospirose, hepatite A, verminoses e arboviroses como dengue, chikungunya e zika, transmitidas por insetos.
“Os serviços de saneamento têm impacto direto nos indicadores de saúde da população. Os grupos mais afetados pela falta de saneamento são mulheres, crianças e idosos. Por isso, a universalização do saneamento, como ocorre em Mauá, é uma necessidade fundamental”, destaca a gerente.
Avanços ambientais e recuperação de rios e córregos
Além dos ganhos sociais e de saúde pública, a ampliação dos serviços de coleta e tratamento de esgoto impacta diretamente a preservação ambiental. Em Mauá, cerca de 50 milhões de litros de esgoto passam por tratamento diariamente, sem lançamento nos corpos hídricos.
A cidade abriga a nascente do Rio Tamanduateí, importante afluente do Rio Tietê, beneficiada pela interrupção do lançamento de esgoto. Outros córregos do município também apresentam melhora na qualidade da água, como Taboão, Itrapoã e Bocaina.
A recuperação desses cursos d’água ultrapassa os limites municipais, já que o Tamanduateí percorre cidades como Santo André, São Caetano e São Paulo até desaguar no Tietê.
“Nos últimos anos, Mauá passou por uma transformação significativa no saneamento. Nosso compromisso é ir além do básico, com promoção de bem-estar, saúde e qualidade de vida para a população”, conclui.
Sobre o ranking
O Ranking do Saneamento Básico da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental tem como objetivo acompanhar e estimular o cumprimento das metas de universalização no Brasil. Os municípios são classificados em quatro categorias: Rumo à Universalização, Compromisso com a Universalização, Empenho para a Universalização e Primeiros Passos para a Universalização.
Mais informações e a metodologia completa estão disponíveis em: www.abes-sp.org.br.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
